Acel: operadoras de celular querem mais freqüências

O presidente da Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel), Ércio Zilli, disse hoje que, atualmente, o grande objetivo das empresas de telefonia celular no Brasil é a compra de mais freqüências, como as da terceira geração (3G), que serão leiloadas na próxima terça-feira. "A obtenção de espectro é mais importante que qualquer outro objetivo", disse Zilli, avaliando que um maior número freqüências permite às empresas ampliarem a oferta de serviços, como os de banda larga.Ele não revelou, no entanto, a estratégia das empresas para a disputa da 3G, argumentando que o assunto diz respeito individualmente a cada operadora e que a Acel não tem como antecipar os planos das suas associadas. Se inscreveram no leilão oito grupos, entre eles Vivo, TIM, Claro, Oi e Brasil Telecom. Serão vendidas ao todo 44 licenças, distribuídas entre as 11 áreas de atuação em todo o País.Na opinião de Zilli, a licença da região metropolitana de São Paulo deverá ser uma das mais disputadas. "Se tem algum lugar onde as empresas precisam de espectro é lá", afirmou em entrevista coletiva à imprensa. Esse atrativo, segundo o presidente da Acel, foi o que levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a fazer "a combinação do filé com o osso".Para garantir que o serviço seja oferecido em todo o País, a Anatel vinculou áreas atrativas com regiões de menor interesse. Quem levar a licença de 3G na região metropolitana de São Paulo terá que prestar os serviços na região Norte e quem comprar a área do interior paulista terá que operar também em parte do Nordeste. "A motivação aparente é fazer o subsídio cruzado, o que não combina com competição", afirmou.Zilli criticou a alta carga tributária, que representa cerca de 40% da conta de telefone. Ele apontou ainda como obstáculo para o barateamento dos preços dos serviços a elevação das obrigações impostas às empresas pela Anatel. A partir de fevereiro, as operadoras terão que cumprir regras mais duras que beneficiam os consumidores, como a possibilidade de o cliente pedir gratuitamente a conta detalhada. "Isso é um custo relevante, principalmente para o celular pré-pago", afirmou.

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