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Acentua-se a tendência de enfraquecimento do varejo

Os indicadores do movimento comercial paulista e da intenção de consumo das famílias, pesquisados, respectivamente, pela Boa Vista SCPC e pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), apontam para nova desaceleração do comércio varejista e do consumo das famílias. São sinais de deterioração econômica, por causa do aperto financeiro dos consumidores e do seu impacto direto sobre as atividades do varejo.

O Estado de S.Paulo

03 de março de 2015 | 02h04

Entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, o movimento do comércio caiu 1,2%, segundo a Boa Vista SCPC. Ainda houve, nos últimos 12 meses, até fevereiro, variação positiva acumulada de 3,4%, mas há uma tendência inequívoca de desaceleração do indicador. Os técnicos da entidade já preveem que as vendas de 2015 cresçam apenas 1,5% em relação às do ano passado. As maiores quedas ocorreram no item combustíveis e lubrificantes, cujas vendas sem ajuste pela sazonalidade diminuíram 3,4% entre os meses de janeiro de 2014 e de 2015.

Já o Índice de Consumo das Famílias (ICF), da CNC, mostrou o menor nível da série histórica, com 117,8 pontos em fevereiro, 1,6% abaixo de janeiro e 9,3% a menos do que em fevereiro do ano passado.

O ICF é formado por sete componentes e ainda está na faixa positiva, superior a 100 pontos, salvo os itens Nível de Consumo Atual, que registrou 96,9 pontos, e Momento para Duráveis, com 99,8 pontos, ambos no campo negativo. Nada menos do que 45,9% dos pesquisados consideram mau o momento para adquirir bens duráveis, porcentual superior aos que consideram o momento favorável (45,7%) - a variação anual do indicador foi negativa em 22,3%.

Os componentes que mais sustentaram o ICF são os itens Emprego Atual, com 128,9 pontos; Perspectiva Profissional, com 127 pontos; e Renda Atual, com 137,1 pontos. As famílias, no entanto, estão cada vez menos seguras em relação ao emprego e a confiança é muito maior nas Regiões Centro-Oeste, Sul e Nordeste do que no Norte e no Sudeste.

O acesso ao crédito também é percebido como declinante, em razão do custo elevado dos empréstimos e do endividamento das famílias.

Enquanto o movimento do comércio reflete a situação presente, o ICF é um indicador antecedente, cujo objetivo é antecipar o potencial de vendas do comércio, segundo a CNC.

Não se pode antecipar, hoje, a hora da reversão do pessimismo.

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