Acesso a crédito a refinaria é negado

Governos europeus tentam resgatar a Petroplus

GENEBRA , O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h06

A escassez de créditos e a decisão de bancos de fechar as torneiras já começa a repercutir na economia real.

A maior refinaria independente da Europa, a Petroplus, teve o acesso a créditos de mais de US$ 1 bilhão congelado e ameaça agora fechar cinco de suas refinarias pelo continente.

As ações da empresa já caíram mais de 50% e governos, como o da França, já iniciaram conversações para um eventual resgate da empresa, que tem sede na Suíça.

Ontem, as agências de rating rebaixaram a classificação da Petroplus para CCC+, alertando para a eventualidade de a companhia não ter caixa para continuar as operações.

Os 13 bancos que atuam no financiamento da refinaria - entre eles, Crédit Suisse e Morgan Stanley - estão reunidos para tentar encontrar uma solução.

Primeira vítima. Mas a refinaria seria a primeira grande vítima da seca nos créditos, na Europa. O impacto de uma eventual quebra já fez o governo francês iniciar um processo para resgatar a empresa, ainda que apenas 3 dos 13 bancos que emprestam dinheiro à refinaria sejam francesas.

A poucos meses das eleições presidenciais na França, o governo de Nicolas Sarkozy não pode se dar ao luxo de assistir a uma demissão em massa em um dos setores onde o lobby dos sindicatos é o mais visível em todo o país.

Um dos obstáculos, porém, é que a Petroplus é suíça e uma decisão também teria fatalmente de envolver o governo de Berna.

No total, a Petroplus tem 4,4% da capacidade da Europa de refinar combustível e atua em cinco países.

Também se considerando a sua totalidade, 510 mil barris de petróleo são refinados pela companhia por dia. / J.C.

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