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Acesso à web cresce mantendo disparidades regionais, diz Pnad

Segundo levantamento, 23,1% dos domicílios do Sudeste têm acesso à internet, contra apenas 6% no Norte

14 de setembro de 2007 | 11h13

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada na manhã desta sexta-feira, 14, pelo IBGE, revelou diferenças regionais importantes no que diz respeito ao acesso domiciliar à internet no País. No total das regiões, 16,9% dos domicílios tinham microcomputador com acesso à web em 2006. Entre as regiões, o menor porcentual estava no Norte (6,0%) e no Nordeste (6,9%), enquanto o maior estava no Sudeste (23,1%).   Veja também: Desemprego em 2006 é o menor em 10 anos, aponta Pnad População do País está envelhecendo, aponta IBGE Rendimento da população tem maior alta desde Plano Real Número de brasileiros cursando ensino superior cresce 13,2%   O porcentual de domicílios com microcomputador, mas sem acesso à internet, é um pouco maior, mas as disparidades regionais permanecem. Segundo a Pnad, 22,1% dos domicílios brasileiros tinham microcomputador em 2006. O menor porcentual estava no Nordeste (9,7%) e o maior no Sudeste (29,2%).   A pesquisa mostra também uma evolução significativa no acesso a microcomputadores de 2001 a 2006. Enquanto em 2001 12,6% dos domicílios brasileiros tinham esse produto, em 2006 eram 22,1%. No Nordeste, em 2001, apenas 5,2% dos domicílios tinham esse bem de consumo, quase a metade de 2006 (9,7%).   A presença do aparelho de televisão nos domicílios também continua crescendo. Em 2006, 93,5% dos domicílios brasileiros tinham televisão, ante 89,1% em 2001. No caso desse bem de consumo, as diferenças regionais existem, mas são menores do que as apuradas nos outros bens de consumo duráveis. No Nordeste, 86,8% dos domicílios tinham televisão em 2006, enquanto no Sudeste eram 96,8%.   No que diz respeito aos domicílios com rádio, os porcentuais permaneceram praticamente inalterados de 2001 para 2006, quando 88% dos domicílios brasileiros tinham esse produto. O menor porcentual estava no Norte (76,0%, sem contabilizar a área rural) e o maior no Sul (94,3%).   A proporção de domicílios com geladeira e máquina de lavar cresceu. Já a proporção de domicílios com fogão no País, entre 2005 e 2006, ficou estável. O mesmo ocorreu com o freezer, que mostra estabilidade desde que ocorreu o apagão elétrico de 2001.   De 2005 para 2006, foram observados os seguintes porcentuais de domicílios com esses bens duráveis: fogão (97,5% e 97,7%); geladeira (88,0% e 89,2%); máquina de lavar roupa (35,8% e 37,5%) e freezer (16,7% e 16,4%).   Telefonia   O acesso a telefone aumentou de 2005 para 2006, com crescimento expressivo no percentual de domicílios com telefone celular. Segundo a Pnad, do total de residências, 74,5 % tinham telefone em 2006 (contra 71,6% em 2005), e em 27,7% havia apenas celular (frente a 23,5%).   O quadro repetiu-se em todas as regiões do País, com destaque para o aumento de domicílios apenas com celular na região Norte (de 27,2% para 34,7%). No Piauí e no Maranhão, por exemplo, a existência de telefone nos domicílios aumentou, de 2005 para 2006, de 38,2% para 42,0% e de 37,4% para 41,6%, respectivamente.   Água e esgoto   A rede geral de água teve um leve aumento (de 0,9%) em relação a 2005, chegando a 83,2% dos domicílios do País. Nas cinco regiões brasileiras, houve crescimento nesse percentual, sendo que a Norte apresentou o maior acréscimo, passando de 54,6% para 56,1%, mas mantendo, a menor proporção de domicílios atendidos. Na outra ponta, estava o Sudeste, com 94,5% de domicílios com água encanada.   Em relação ao esgoto, 48,5% dos domicílios estavam ligados à rede coletora, enquanto 22,1% utilizavam fossas sépticas - o que indica inadequação ou inexistência do esgotamento sanitário nos demais 29,4%. Em todas as regiões, houve crescimento de 0,8% (de 85,8% para 86,6%) no número de domicílios cujo lixo era coletado em 2006.   Entre os domicílios, em 2006, 97,7% tinham iluminação elétrica, sendo que esse percentual ficou acima de 87,0% em todos os Estados.

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