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Acessos a sites do governo crescem 63%

Com pandemia, foram colocados no ar desde o último mês 218 novos serviços, priorizando aqueles ligados ao combate da covid-19

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2020 | 04h00

BRASÍLIA - A necessidade de ficar em casa e os percalços trazidos pela pandemia do coronavírus levaram a um aumento nos acessos a sites e serviços do governo federal.

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Governo Digital, o número de acessos ao portal gov.br, que concentra as páginas da administração pública, saltou de 4,1 milhões em fevereiro para 6,7 milhões em março, 63% a mais. As entradas já chegam a 9,4 milhões na primeira quinzena de abril.

Aumentou também o acesso ao login único do governo federal, pelo qual o brasileiro pode solicitar 809 serviços diferentes, desde pedidos de auxílio-doença até suspensão de contratos de trabalho. O número de entradas chegou a 54,5 milhões em março, incluindo sites e apps, 10,8% a mais do que em fevereiro. Até o dia 15 de abril, somaram 31,7 milhões.

“A maioria dos acessos nesse período são em busca de informações sobre a covid-19 e a serviços de atendimento e pesquisas vinculadas ao Ministério da Saúde. Também registramos muitas buscas pelo auxílio de R$ 600”, afirma o secretário de Governo Digital, Luís Felipe Monteiro.

De janeiro a março, cerca de 10,8 milhões de pessoas fizeram o cadastro no login único. Na primeira quinzena de abril, já foram 2,4 milhões de cadastrados. Já são 58,5 milhões de CPFs cadastrados (mais que um quarto da população brasileira), um salto de 30 % em relação a 2019.

Com a pandemia, o governo acelerou a digitalização no último mês e colocou no ar 218 novos serviços, priorizando aqueles ligados ao combate da covid-19, como a solicitação de auxílio emergencial, registro de brasileiros com voos cancelados no exterior e cadastro de empresas fornecedoras de insumos como máscaras e álcool em gel. “Antes o atendimento presencial ainda era uma alternativa, agora não é. Não podemos deixar o cidadão aguardando sem atendimento, por isso aceleramos o processo digital”, acrescenta Monteiro.

Críticas à prestação de serviços

O aumento da oferta, no entanto, nem sempre corresponde a uma boa prestação de serviços. Já na pandemia, serviços básicos não funcionaram adequadamente e foram criticados pela população.

No momento em que o governo anunciou que o auxílio emergencial seria pago para os inscritos no cadastro único, houve uma procura grande pelo serviço que tirou a página do ar.

Também foram relatadas dificuldades de acesso ao site da Receita Federal para regularização de CPFs e no serviço Meu INSS pedidos se acumulam sem respostas. “Estamos atuando diretamente em situações que fogem da qualidade que esperamos. O Cadastro Único demonstrou instabilidade no primeiro fim de semana porque não esperávamos um acesso tão grande, que chegou a 50 mil simultaneamente. Mas criamos em dois dias uma nova infraestrutura para o serviço e agora está respondendo normalmente”, diz o secretário.

Para Monteiro, a digitalização, que já era uma tendência, ficará ainda mais forte após a pandemia. “Sem dúvida a pandemia mudará a forma como o governo se relaciona com as pessoas. O governo não será o mesmo, será muito mais próximo do cidadão”, afirmou.

No último mês, também foi incluído no gov.br o cadastro do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que poderá ser feito pelo login único.

Em março, os recordistas de acesso foram os serviços Meu INSS, com 25,87 milhões de acessos pelo site e pelo aplicativo, a carteira de trabalho digital, com 4,6 milhões de acessos, a Redesim (site da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios), com 1,19 milhão e a carteira digital de trânsito, com 1,64 milhão.

 

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