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Acidentes automobilísticos causam prejuízo de US$ 500 bilhões por ano

Novas tecnologias podem salvar vidas, mas também podem causar acidentes fatais, dizem autoridades

Efe,

17 de maio de 2013 | 17h29

GENEBRA - Os acidentes de trânsito provocam a cada ano 1,3 milhões de mortes, entre 20 a 30 milhões de feridos e perdas anuais de mais de US$ 500 bilhões para governos e indivíduos, segundo estimativas da Federação Internacional Automobilística (FIA).

As tecnologias de nova geração, incorporadas aos modelos mais recentes dos automóveis, podem salvar inúmeras vidas e melhorar radicalmente a segurança nas estradas. Mas também podem causar acidentes, quando motoristas utilizam celulares conectados à internet para mandar mensagens enquanto dirigem.

A mensagem foi transmitida em um evento relativo ao Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, em Genebra.

 

"O carro pode chegar a salvar o condutor e os passageiros em um acidente, mediante o envio de mensagem para a polícia e autoridades da saúde com localização exata do sinistro, o que levaria a uma reação imediata", disse o secretário geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré.

Os novos sistemas combinam processadores e diferentes formas de comunicação e transmissão de dados com tecnologias de transportes, incluindo radares capazes de evitar um choque sem a intervenção do motorista.

Para marcar a passagem do Dia Mundial das Telecomunicações, a UIT entrega um prêmio anual que este ano foi dado como reconhecimento àqueles que promovem publicamente as tecnologias das comunicações para promover a segurança no trânsito.

Por sua ação em favor desse objetivo, a UIT premiou a companhia Bosh e a Federação Internacional Automobilística (FIA).

No evento, o piloto brasileiro de Fórmula 1 Felipe Massa participou em uma simulação de como o uso do celular para envio e leitura de mensagens de texto enquanto se dirige pode alterar a capacidade de condução e colocar em risco a segurança.

"Cumprir as normas de direção significa salvar vidas", disse o piloto da Ferrari enquanto realizava a demonstração em um simulador de direção com um celular. Ele acrescentou que "correr riscos riscos é perigoso, especialmente nas estradas onde acontecem muitas coisas ao mesmo tempo tanto para quem dirige quanto para com os demais motoristas e pedestres".

O pesidente da FIA comentou que na última década a segurança nas estradas avançou de forma considerável, graças aos sistemas de segurança veicular como o airbag, mas destacou que a "nova geração de sistemas baseados em novas tecnologias também podem causar acidentes".

O presidente da Bosch, Volkmar Denner, disse que 5 mil engenheiros da sua companhia trabalham no desenvolvimento de novos mecanismos de segurança em automóveis tanto para os mercados dos países ricos quanto para os emergentes.

A empresa está empenhada em melhorar a segurança das motocicletas. "Estamos desenvolvendo soluções de segurança para os meios de transporte de duas rodas, já que muitos países emergentes um grande número de pessoas utiliza esse tipo de transporte", explicou Denner. As atividades do grupo Bosh relacionadas com a tecnologia automotiva representaram 59% do faturamento da empresa.

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