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Acionado plano de emergência para atender passageiros da Varig no exterior

O diretor-geral da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, informou que começou a ser montado no início da noite desta terça-feira um plano para embarcar, emergencialmente, passageiros da Varig espalhados por vários países do mundo. Por uma decisão de juízes estaduais dos Estados Unidos, a companhia brasileira em crise está impedida de movimentar, nas próximas 72 horas, 18 aeronaves adquiridas por meio de leasing (aluguel com opção de compra). Com isso, cerca de 70% dos aviões da empresa em condições de voar ficarão no solo, e a maioria dos vôos internacionais da companhia serão cancelados. A TAM e a Gol deverão fazer o transporte da maior parte desses passageiros.Diante da frota reduzida, a Varig enviou na noite desta terça-feira ao governo um novo plano de malha que prevê a paralisação de 70% dos vôos ao exterior nas próximas 72 horas. Todos os vôos aos Estados Unidos serão interrompidos. Restarão apenas os vôos a Frankfurt, Madri e Londres. No entanto, até mesmo esse plano de frota está ameaçadoO prazo para o impedimento do uso dos aviões é o mesmo que o consórcio NV tem para depositar em juízo US$ 75 milhões como sinal da proposta de compra da Varig. O anúncio do plano de emrg~encoa por Zuanazzi foi feito ao final da primeira reunião do "gabinete de crise" montado pelo governo federal para monitorar o desenlace do drama da Varig."Precisamos fazer um plano de emergência para atender os usuários e minimizar os problemas dessas pessoas que precisam se deslocar", afirmou Zuanazzi. Segundo o diretor, a direção da Varig comunicou o comitê do governo, no início da noite, sobre o impedimento de usar os aviões. A Anac, por telefone, pediu então autorização do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela condução do processo de recuperação judicial da companhia aérea, para elaborar um plano para atender os passageiros.Parceria com a VarigZuanazzi não soube precisar quantos passageiros teriam que ser deslocados nos próximos três dias e nem exatamente onde eles estão. "Nossas equipes técnicas já estão na sede da Varig no Rio para fazer esse levantamento, ainda nesta madrugada poderemos ter a certeza", afirmou. Ele citou, no entanto, como alguns exemplos de localidades no exterior que já deixaram de ser atendidas por vôos da Varig as cidades de Montevidéu, Assunção, Nova York, Los Angeles e Miami. Os vôos para Frankfurt serão mantidos.Segundo Zuanazzi, o trabalho está sendo feito em parceria com a direção da Varig. "Não há nenhuma resistência da diretoria da Varig", disse. O diretor afirmou que não dispunha de dados sobre a situação no mercado interno, mas que esse era mais "fácil" de ser atendido.O diretor da agência informou que a principal preocupação é em relação às rotas internacionais. A Gol e TAM vão ser responsáveis pelo transporte dos passageiros da Varig, seja com os assentos disponíveis em seus próprios vôos internacionais, seja nas parcerias (code-share) que mantêm com companhias estrangeiras. "A Varig também acionou as suas próprias parcerias com empresas internacionais", completou Zuanazzi.Outra alternativa que poderá ser usada, disse ele, é a realização de fretamento de aviões das companhias brasileiras.Hospedagem custeadaOs passageiros que não conseguirem embarcar, disse o diretor, em último caso poderão ainda ter suas hospedagens em hotéis custeadas pela Varig. "Nessa hora, um pouquinho de paciência e uma dose de sentimento são necessárias porque se trata de uma decisão judicial com data e hora para terminar e da qual a Varig também certamente deverá recorrer", afirmou o diretor.Apesar de a discussão sobre o plano de emergência ter começado apenas no início da noite, a diretoria da Anac passou todo o dia reunida com técnicos e presidentes das outras companhias aéreas brasileiras. Zuanazzi informou que durante o dia foram atualizados dados e informações das empresas para o chamado "plano de contingência" - que trata da redistribuição das rotas operadas pela Varig no caso da empresa paralisar de vez suas atividades.Novamente, porém, o diretor se negou a detalhar esse plano que a agência reguladora só pretende anunciar em caso de falência da Varig. "Já disse e volto a repetir que seria uma irresponsabilidade da agência não ter um plano de contingência, seria como um bombeiro que não está preparado para um incêndio", comparou Zuanazzi.

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