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Acionistas cobram estatal por não reajustar gasolina

A Petrobrás foi cobrada diretamente por acionistas e investidores por não ter repassado ao diesel e à gasolina a alta do barril de petróleo no primeiro trimestre. Durante reunião promovida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), o tema concentrou as perguntas dirigidas ao gerente de Relações com Investidores da Petrobrás, Hélder Moreira Leite, que substituiu no evento o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, ocupado com reunião de diretoria da estatal para definir o novo Plano de Negócios da empresa para o período de 2011-2015.

Kelly Lima / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

O principal argumento dos acionistas foi o temor de que as ações da companhia estejam retraídas por causa de uma queda na rentabilidade da empresa, ocasionada pela falta de reajuste dos dois principais combustíveis, responsáveis por 60% da receita com a venda de derivados.

"É como se houvesse um torniquete em cima da rentabilidade. Os custos estão subindo e a empresa é impedida de repassar um reajuste, submetida que está a uma política de governo para combater a inflação. Esta situação não pode perdurar porque daqui a um ano a margem vai se espremer muito mais", disse o investidor Wellington Oliveira.

A Petrobrás chegou a impedir a entrada da imprensa no auditório em que estava ocorrendo a reunião, mas acabou liberando o acesso após intervenção da Apimec, com a restrição de que nenhum jornalista poderia abordar o palestrante..

Para o investidor, o lucro recorde do primeiro trimestre não passou de manobra contábil, já que a estatal foi beneficiada pela valorização do real sobre o dólar no período. Mais de 70% da é em dólar e teria sido reduzida em R$ 2 bilhões por causa da valorização cambial no período.

De acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a gasolina é vendida pela Petrobrás com uma defasagem de 25% em relação ao mercado exterior e o diesel com 12%. A defasagem não é percebida pelo consumidor porque os impostos encarecem o combustível e fazem com que ambos sejam até duas vezes mais caros na bomba do que nos postos americanos.

O diretor do CBIE, Adriano Pires, acredita que a Petrobrás deixou de receber cerca de US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre por causa da defasagem. Ele também destaca que a Petrobrás teve suas ações preferenciais desvalorizadas em 10% nos primeiros três meses do ano, enquanto o barril de petróleo subiu 20% no mesmo período.

Repasse

No evento, o diretor Hélder Moreira Leite lembrou que a companhia faz os ajustes em outros produtos, como o querosene de aviação e a nafta petroquímica.

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