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Acionistas da Eletrobrás aprovam leilão da Celg D

Eletrobrás tem 51% das ações e governo de Goiás o restante

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2015 | 06h55

Os acionistas da Eletrobras aprovaram a venda do controle acionário da Celg Distribuição (Celg D), por meio de um leilão de desestatização que será promovido pela BM&FBovespa. Segundo o sumário das decisões tomadas em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada nesta segunda-feira, a operação está condicionada à anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para repactuação da dívida da Celg D, em moeda estrangeira, referente a Conta de Itaipu, para que o débito seja convertido em moeda nacional. A dívida será corrigida pela taxa Selic, e poderá ser paga em até 120 meses.

O governo de Goiás e o Ministério de Minas e Energia farão um roadshow (apresentação) internacional para atrair investidores para o leilão da Celg. A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, disse na semana passada que o leilão deve ocorrer no fim de janeiro.

A Eletrobrás tem 51% das ações da Celg e, o governo de Goiás, os 49% restantes. A parcela da Eletrobrás foi fixada em R$ 1,403 bilhão. Com isso, o preço mínimo total da empresa ficará em R$ 2,750 bilhões. O valor fixado ficou bem abaixo dos R$ 6 bilhões que se esperava na venda da empresa no início do processo de privatização.

Outras controladas. Estavam na pauta da assembleia, além da venda do controle da Celg D, a proposta para venda de outras empresas controladas pela Eletrobrás. São elas a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética do Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia. Essas discussões, porém, foram retiradas da pauta.

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