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Acionistas do ABN aceitam oferta de aquisição por consórcio

Proposta do grupo formado por RBS, Fortis e Santander é preferida por 85% dos acionistas do banco holandês

Reuters e Agência Estado,

06 de outubro de 2007 | 11h12

Investidores representando 85% das ações do ABN Amro aceitaram a oferta de compra de 70 bilhões de euros do banco com sede na Holanda por um consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland, segundo reportagem do Financial Times. Este nível de aceitação, diz o jornal, significa que o consórcio - que também inclui o espanhol Santander e o grupo belgo-holandês Fortis - pode declarar sua oferta incondicional.   Na sexta-feira, o banco britânico Barclays retirou sua oferta de compra do ABN Amro, após adesão de apenas 0,2% das ações do grupo holandês à sua proposta, de valor inferior à que foi apresentada pelo trio de bancos. Após sete meses, a corrida pelo maior negócio da história do setor bancário mundial está chegando ao fim.   Na última sexta-feira, último dia do prazo para a resposta dos acionistas do ABN Amro, apenas os detentores de 4,4 milhões de ações ordinárias, equivalente a 0,2% do capital, aceitaram a oferta feita pelo Barclays há sete meses. O negócio não deu certo porque, para ser vitorioso, o banco exigia o voto de no mínimo 80% do capital.   Em comunicado, o Barclays anunciou que não foram cumpridas as condições para a aceitação de sua oferta pelo ABN. Sua oferta foi de 33,47 por ação do ABN Amro mais 2,13 ações ( 20,32) de seu capital, somando cerca de 62,1 bilhões, sendo 40% em dinheiro.   A proposta do consórcio liderado pelo Santander, que também exige o mínimo de 89% do capital para fechar o negócio, é cerca de 15% mais alta: 38,40 por ação, equivalente a 71,1 bilhões, dos quais 79% em dinheiro.   Desmembramento   Após fechar a compra, prevista para os próximos dias, o trio do consórcio vai desmembrar a instituição holandesa com base em zonas geográficas. O RBS ficará com o banco de investimento e as atividades na Ásia.   Ao Fortis caberão as operações na Bélgica, na Holanda e em Luxemburgo. O Santander ficará com a parte do ABN na América Latina - incluindo o Brasil, onde controla o Banco Real - e na Itália (Banco Antonveneta).   A decisão do ABN Amro de vender a filial do LaSalle Bank of America nos Estados Unidos, que era parte do acordo com o Barclays, não levou o consórcio a desistir da operação, apesar do interesse do RBS nessa instituição.   A aquisição de parte do ABN significa uma valorização de 15% na ações do Santander nos próximos anos, segundo operadores do mercado. "É uma grande operação para o consórcio", disse uma fonte. "Para o Santander, é uma grandíssima operação, já que conseguirá uma forte posição no Brasil."   No Brasil, o Santander, que controla o Banespa, é o sexto maior banco em ativos. Agora, será dono também do Real, considerada uma instituição bem administrada, com a qual poderá ter sinergias interessantes, segundo a fonte.   Para financiar a compra de sua parte no ABN, o presidente do Santander, Emilio Botín, fez uma operação que agradou ao mercado, sem aumentar o capital. Vendeu sua participação no Banco San Paolo, da Itália, fundos de pensão na América Latina e ativos imobiliários.   O Royal Bank of Scotland recusou-se a comentar o assunto.

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