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Acionistas do Lloyds levantam dúvidas sobre emissão de ações

Dois importantes acionistas do Lloyds Banking Group mostraram pouco apetite por uma injeção de capital em meio a notícias de que o banco pode levantar bilhões de libras a partir de uma emissão de ações para evitar o custo de um esquema para se proteger de dívidas ruins.

REUTERS

10 de agosto de 2009 | 11h17

O Lloyds, pertencente em 43 por cento aos contribuintes do Reino Unido, concordou no começo deste ano em incluir 260 bilhões de libras (433 bilhões de dólares) de ativos de maior risco no esquema do governo britânico para se proteger de perdas maciças caso a recessão se acentue.

Mas o otimismo em relação aos resultados do primeiro semestre na semana passada e uma projeção confiante levantaram questões sobre sua participação no Esquema de Proteção de Ativos britânico.

Fontes da indústria e analistas disseram que o banco pode, em vez disso, medir o apetite por uma emissão de ações para evitar o custo de 15,6 bilhões de libras do programa de garantias do governo.

Notícias publicadas ao longo do final de semana e nesta segunda-feira afirmaram que o Lloyds, que já conseguiu 4 bilhões de libras com os acionistas neste ano, pode levantar ainda até 15 bilhões de libras, o que derrubava as ações do banco em mais de 4 por cento às 11h10 (de Brasília).

Dois importantes acionistas disseram nesta segunda-feira que não estavam certos se a instituição pode levantar capital adicional.

"Nós realmente não vemos como isso pode ser feito para funcionar", afirmou à Reuters um dos 10 principais acionistas do banco, que preferiu não ser identificado.

Outro acionista relevante disse que há muitas variáveis, incluindo a disposição do governo em participar da emissão de ações --uma questão crítica, dada sua participação de mais de 40 por cento no Lloyds.

O Lloyds informou em um comunicado no domingo que está trabalhando com o Tesouro britânico nos termos de sua participação no Esquema de Proteção de Ativos e espera "concluir as discussões e definir as condições que atendem aos interesses dos acionistas".

O banco se recusou a comentar mais sobre quaisquer planos alternativos.

(Reportagem de Raji Menon)

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