Acionistas são bem-vindos na subscrição de ações da Oi

Pedro Jereissati, um dos principais acionistas do bloco de controle da Oi disse que a expectativa é que todas as etapas societárias da operação estejam concluídas até março

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 12h27

A Oi informou que irá trabalhar para haver uma maior adesão dos acionistas minoritários na subscrição de ações da Telemar Participações (TmarPart), operação que visa a entrada da Portugal Telecom no grupo. "Os acionistas são mais do que bem-vindos", afirmou Pedro Jereissati, principal executivo da La Fonte, um dos principais acionistas do bloco de controle da Oi. Ele completou: "Será feito um trabalho para que os atuais acionistas possam aderir e comparecer, demonstrando a confiança e força da companhia".

O executivo informou que a expectativa é que todas as etapas societárias da operação estejam concluídas até o final de março.

Segundo Jereissati, como a operação oferece direito de preferência aos acionistas, a empresa não enxerga com preocupação uma possível diluição dos minoritários "que possam e queiram subscrever" ao aumento de capital. "O direito de preferência permite manter sua participação no capital econômico", reforçou.

Jereissati avalia que ainda é cedo para calcular as sinergias que o grupo Oi terá com a entrada da Portugal Telecom.

Oi segue com controle brasileiro

A Portugal Telecom terá participação relevante nas decisões do Grupo Oi, mas o controle acionário da companhia continua nas mãos dos sócios brasileiros, garantiu Pedro Jereissati, principal executivo da La Fonte, acionista do bloco controlador da Oi. O executivo explicou que a Portugal Telecom terá voz ativa em assuntos como fusões aquisições, novos aumentos de capital ou alterações de estatuto.

"Ainda permanece o grupo anterior à operação da PT e agora tem a chegada bem-vinda de um sócio com muito a contribuir", ressaltou Jereissati, em teleconferência. Segundo ele, a Telemar Participações (TmarPart) segue com mais de 50% em grupo privado nacional, com AG Telecom, La Fonte e Fundação Atlântico de Seguridade Social (FASS).

O executivo frisou que o mais importante ao se falar em empresa nacional é verificar que a entrada da PT, uma sócia estratégica no setor, possibilita uma maior agressividade comercial do Grupo Oi. "Essa aliança torna possível a capitalização da companhia em um momento em que temos um mercado crescente e competitivo", afirmou.

Pelo desenho aprovado, a Portugal Telecom terá direito a indicar um diretor e membro do conselho de administração da TmarPart e dois conselheiros na sua controlada Tele Norte Leste Participações (TNL). 

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