Ações asiáticas sobem após ata do Fed, mas dados da China pesam

As ações asiáticas subiram para o maior nível em duas semanas nesta quinta-feira, depois que a ata do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, aumentou as esperanças de novos estímulos, mas uma pesquisa sugerindo que o setor manufatureiro da China está contraindo limitou os ganhos.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 07h45

O tom mais firme segue-se à ata da reunião do Fed de 31 de julho e 1 de agosto. A ata mostrou que o Fed deve fazer outra rodada de estímulo monetário "em breve", a menos que dados apontem para fortalecimento "substancial e sustentável" da recuperação.

Isso chegou a levar o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão a uma alta de 1 por cento.

No entanto, o índice recuou da máxima do dia para apresentar ganhos de 0,8 por cento às 7h29 (horário de Brasília), depois que o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)preliminar do HSBC para a China mostrou que o setor industrial do país está contraindo em agosto no ritmo mais rápido em nove meses, aumentando preocupações sobre a saúde da demanda global.

As ações australianas, que dependem da China como o seu único grande mercado de exportação, avançaram 0,18 por cento, também um pouco abaixo do registrado antes da divulgação do PMI.

"O Fed disse que irá agir, a menos que eles vejam fortalecimento substancial e sustentável. Claramente você não está vendo isso, o que diz que o Fed precisa fazer alguma coisa", afirmou o analista de commodities do China International Capital Corporation James Luke em Hong Kong.

A bolsa de Cingapura teve alta de 0,23 por cento; Taiwan avançou 0,11 por cento, enquanto Hong Kong ganhou 1,23 por cento e o índice referencial de Xangai expandiu 0,25 por cento.

(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Melanie Burton em Cingapura)

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