Ações: como comprar papéis na Bolsa

A compra de ações pode ser feita de duas maneiras: a aquisição efetiva de papéis de empresas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com a intermediação de corretoras, e o investimento em fundos de ações oferecidos por administradoras de recursos. No primeiro caso, muitas vezes o investidor tem dificuldades em conseguir a quantidade de papéis pretendida, principalmente se o volume da aquisição for muito baixo, já que muitas corretoras não costumam aceitar ordens de compra de pequenos volumes. Outro problema de se comprar ações diretamente é o tamanho do lote padrão. Eventualmente, o dinheiro disponível permite apenas que o investidor entre no mercado fracionário, onde o preço das ações é maior e a liquidez é menor. Já os fundos de ações têm um valor fixo para o investimento inicial, independentemente do preço das ações que compõem a carteira dos fundos. Nesse forma de aplicação em Bolsa, o investidor escolhe o perfil da carteira, mas não as ações. Por exemplo, o investidor pode colocar recursos em um fundo Ibovespa ativo, que tem por objetivo superar o ganho do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa, mas não opta sobre as ações que alcançarão essa meta. Este trabalho fica por conta do gestor do fundo que, por isso, cobra uma taxa de administração. Essa porcentagem incide sobre o patrimônio total do fundo, reduzindo o ganho da aplicação. Portanto, é muito importante que o investidor compare a taxa de administração de seu fundo com os produtos de outras instituições.Quem deve comprarEscolher o momento certo para ganhar investindo em ações é muito difícil, principalmente para investidores pessoa física. "A tendência é que os grandes investidores antecipem os movimentos. Quando o pequeno entra, muitas vezes o movimento de alta já começou e o ganho não vem conforme o esperado", afirma Júlio Ziegelmann, da BankBoston Asset Management (BAM).Além disso, segundo ele, o investidor pessoa física muitas vezes baseia sua decisão de compra ou venda das ações nas notícias diárias. "O problema é que quando as boas notícias vêem a alta já passou. O mesmo em relação às notícias ruins. Quando elas vêem a Bolsa já caiu", explica Ziegelmann Portanto, segundo ele, quem busca diversificação das aplicações deve reservar uma porcentagem dos recursos para o mercado acionário, independentemente do período em que se está. "Esta porcentagem é a parcela de recursos que não tem uma data definida para ser resgatada", afirma. Isso significa que o investidor deve fixar quanto de sua poupança será usada para a compra de ações e, independentemente das condições do mercado, comprar ações ou investir em fundos de ações.Veja mais informações sobre o aumento do interesse de pessoas físicas pelo mercado de ações, clubes de investimento e home broker nos links abaixo. Veja também a cartilha completa sobre o investimento em ações.

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