Ações contrapõem Soros a 'abutres'

Soros foi à Justiça dos EUA para receber dívida da Argentina, enquanto fundos abutres tentam barrar

O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2014 | 02h05

O megainvestidor George Soros entrou em cena na disputa da Argentina com os fundos hedge. O fundo Quantum Partners, de Soros, se juntou a um grupo de investidores e foi à Justiça contra o Bank of New York Mellon por não repassar aos credores o pagamento de € 226 milhões da dívida argentina. Os fundos são donos de uma parcela desse dinheiro que o banco foi proibido de repassar aos credores pela Justiça dos Estados Unidos.

A ação de Soros se contrapõe à do bilionário Paul Singer, dono do Elliott Management. Singer conseguiu na Justiça americana decisão favorável impedindo que a Argentina pagasse a dívida com os credores que reestruturaram suas dívidas em 2005 e 2010 até que o país pague ao bilionário e outros credores do calote de 2001 que não aceitaram a renegociação, os chamados "fundos abutres". A decisão impede que o BNY Mellon transfira o dinheiro depositado pela Argentina para pagar os donos de títulos reestruturados.

Singer comprou títulos argentinos antes do calote de US$ 95 bilhões em 2001. Depois de uma batalha judicial de mais de uma década para obter o pagamento integral, ele e outros credores que se recusaram a aceitar o desconto de 70% negociado na reestruturação da dívida agora têm a receber US$ 1,5 bilhão.

Em junho, a Argentina depositou em uma conta no BNY Mellon o dinheiro para pagar os juros sobre seus títulos em moeda estrangeira com vencimento no fim do mês, sem depositar o valor devido aos "abutres". O juiz americano Thomas Griesa classificou o depósito de "ilegal" e proibiu o BNY Mellon de distribuir os recursos aos credores. / Agências Internacionais

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