Ações da BM&F chegam a alta de 30%, com giro de R$ 1,78 bi

Após atraso causado por dificuldade no sistema, papéis estréiam liderando o volume de negócios da Bovespa

Agência Estado,

30 de novembro de 2007 | 15h07

A Bolsa de Mercadorias & Futuros demorou cerca de um hora e 15 minutos para ver o fechamento do primeiro negócio efetivado com seu papel na Bovespa, mas foi uma estréia inebriante. O atraso refletiu a conjunção da forte pulverização do capital da empresa e uma dificuldade da Mega Bolsa - sistema de negociação da Bolsa que processa ordens de compra ou venda eletronicamente - para processar o volume anormal de negócios.  No entanto, não desbotou o brilho do processo. As ações da BM&F foram a R$ 25 nos primeiros negócios, indicando uma alta de 25% sobre o preço inicial de sua oferta, que foi fixado em R$ 20. Na máxima registrada até as 13h39, as ações da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) tocaram R$ 26,00, valorização de 30%. O volume de negócios com os papéis da BM&F era de 38.416 negócios, com giro financeiro de R$ 1,780 bilhão, liderando o volume de negócios da Bolsa no início da tarde. No mercado amplo, o volume negociado era de R$ 4,45 bilhões, projetando R$ 10 bilhões para o dia.  Mesmo antes do primeiro negócio com a BM&F, o Ibovespa já tinha iniciado o dia em forte alta, inalando as expectativas favoráveis para o lançamento. E os ganhos se prolongavam até o início da tarde, com a Braskem liderando a alta da carteira do Ibovespa, após o anúncio da consolidação dos ativos do setor petroquímico no País. Às 14h53 (de Brasília), o Ibovespa subia 2,09%, para os 63.453 pontos, sem ter tocado no terreno negativo em nenhum momento nesta sexta. A máxima do dia foi aos 63.701 pontos (2,49%).  Os papéis da BM&F ficaram em leilão das 11 horas às 12h15, refletindo o forte volume de ordens, que travou o sistema da Mega Bolsa. Os corretores divergiam sobre o impacto do travamento. "Cada vez mais, a Bovespa tem que fazer investimentos, se ela quiser crescer. Isso não pode acontecer nunca, pois demonstra uma incapacidade técnica", comentou um corretor.  "As pessoas levaram ações no fracionário e à vista. Foi um evento anormal e as bolsas brasileiras têm sistemas muito robustos e seguros", contemporizou uma outra fonte, lembrando que houve um registro de 260 mil CPFs durante o processo de reserva de ações. "Além disso, houve muita pulverização com o rateio". Debate à parte, os ativos da Bovespa Holding não conseguiram acompanhar nem de perto a valorização dos papéis da BM&F. "A expectativa era que o papel Bovespa Holding subiria algo em torno de 10%, mas isso não aconteceu", disse uma fonte. Às 12h59, os papéis ON da Bovespa Holding subiam apenas 0,40%.

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