Marcos de Paula|Estadão
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Ações da Eletrobrás voltam a ser negociadas em NY e fecham em alta de 240%

Negociação dos papéis estava suspensa desde maio e atingiram nesta quinta-feira a maior cotação desde agosto de 2012

Altamiro Silva Junior, correspondente

13 de outubro de 2016 | 13h06
Atualizado 13 de outubro de 2016 | 19h10

Os recibos de ações da Eletrobrás voltaram a ser negociados nesta quinta-feira, 13, no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) e dispararam 240%. O American Depositary Receipts (ADR) fechou cotado em US$ 6,66, o maior patamar desde agosto de 2012.

A Nyse suspendeu a negociação dos papéis da Eletrobrás no dia 18 de maio, quando o ADR que representa as ações ordinárias (ON, com direito a voto) fechou em US$ 1,96. A empresa também tem um programa de ADR dos papéis preferenciais (PN), mas que tem liquidez menor em Nova York. Este recibo subiu 126% hoje e encerrou o dia em US$ 7,75.

A suspensão das ações ocorreu porque a Eletrobrás não entregou o formulário 20-F, exigido pelos reguladores dos Estados Unidos e que contém todas as informações financeiras da companhia. A empresa chegou a negociar algumas prorrogações do prazo para regularizar a situação, mas descumpriu todas.

A Nyse estava em processo de deslistar a companhia, mas anteontem, 11, a empresa brasileira regularizou sua situação e entregou o formulário para a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais dos EUA. Foram enviados tanto o 20-F de 2014 como o de 2015. A Eletrobrás reconheceu ainda que deve fazer uma baixa contábil de R$ 300 milhões por causa de irregularidades descobertas na companhia por uma investigação interna.

As investigações de corrupção na Eletrobrás levaram investidores dos EUA que aplicaram nos ADRs da empresa a abrir uma ação coletiva pedindo uma indenização por conta das perdas causadas pelo envolvimento da empresa na Operação Lava Jato. O Departamento de Justiça dos EUA também está investigando irregularidades na Eletrobrás, segundo uma fonte.

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