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Ações da Embraer caem 5,3% com revisão de caixa

Fabricante prevê fluxo de caixa negativo em 2014; para Credit, revisão reflete atraso em pagamento do governo

Reuters

15 de janeiro de 2015 | 02h04

As ações da Embraer ficaram entre as maiores quedas da BM&FBovespa ontem, depois que a fabricante brasileira reviu sua projeção de fluxo de caixa livre em 2014. Sem dar muitos detalhes, a empresa disse que esse indicador saiu de um patamar levemente positivo em dois dígitos para negativo, em US$ 400 milhões. Após o comunicado, os papéis recuaram 5,39%.

A empresa disse, em fato relevante, que a mudança de estimativa é resultado, principalmente, "da não concretização de receitas previstas e do aumento nas contas a receber, refletindo um alongamento no prazo efetivo de pagamento por parte de alguns clientes".

O banco Credit Suisse, no entanto, enviou uma nota aos seus clientes relacionando o aumento dos recebíveis, em grande parte, ao atraso de pagamentos do governo para o segmento de Defesa da fabricante. O banco afirma ainda que, aparentemente, os recebíveis aumentaram US$ 600 milhões apenas em 2014.

A fabricante está trabalhando no cargueiro KC-390 sob encomenda do governo brasileiro. O avião, o maior já desenvolvido e produzido no Brasil, é resultado de um acordo de US$ 2 bilhões firmado em 2009 com a Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave deveria ter realizado seu primeiro voo no fim de dezembro, o que acabou não acontecendo. A primeira entrega para a FAB é estimada para o segundo semestre de 2016.

Segundo o Credit Suisse, atrasos em pagamentos do governo à Embraer já foram vistos em 2013, quando os recebíveis da empresa aumentaram de forma significativa no quarto trimestre, para depois caírem em US$ 700 milhões no primeiro trimestre de 2014. "Tendo em vista o desafiador cenário para (o governo federal) atingir as metas fiscais em 2014, algo desse tipo deveria ser esperado."

No fim do terceiro trimestre, a linha de contas a receber do balanço da Embraer estava em US$ 796,6 milhões. A empresa deve divulgar o resultado do quarto trimestre no dia 4 de março. / REUTERS

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