Sergio Castro/Estadão - 24/10/2014
Sergio Castro/Estadão - 24/10/2014

Ações da Embraer sobem 6,7% com expectativa sobre Boeing

Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, disse que as empresas "estão perto" de um acordo

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2018 | 23h43

A Boeing e a Embraer podem estar mais próximas de um acordo após meses de conversas para uma aquisição de negócios da brasileira pela gigante americana. Em evento do setor de aviação realizado nesta terça-feira, 10, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, disse que as empresas continuam conversando e “estão perto” de um acordo, informou a Bloomberg.

“Eu diria que, em suma, isso terminará em casamento”, disse Silva e Luna, que assumiu a pasta da Defesa há seis semanas. As ações da Embraer subiram 6,72% ontem na B3 – nova denominação da Bolsa Paulista –, fechando a R$ 22,40.

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O governo brasileiro precisa dar o aval para que a negociação saia, uma vez que a Embraer tem um braço de aeronaves militares considerado estratégico para a defesa nacional. Os comentários de Silva e Luna marcam uma mudança de tom no Ministério da Defesa, que tem sido cauteloso em ceder o controle da Embraer.

No entanto, a decisão sobre uma eventual união transcenderia a Defesa. No dia 4 de abril, o presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse que as negociações entre as companhias estavam evoluindo “muito bem”. “É uma operação complexa, todas as partes precisam estar confortáveis”, disse ele, na ocasião.

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No fim de março, o presidente executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, já havia declarado que a fabricante de aeronaves norte-americana vê um “excelente encaixe estratégico” em uma possível aquisição da Embraer.

++Negociação entre Boeing e Embraer está concentrada na área da defesa

Segundo o jornal O Globo, a Boeing e a Embraer entregaram nesta terça-feira, 10, uma nova proposta de modelo de negócio ao grupo de trabalho montado pelo governo federal para avaliar a venda da fabricante brasileira à gigante americana. O jornal cita fontes envolvidas na negociação que apontam evoluções relativas às preocupações das Forças Armadas. / MÁRCIO RODRIGUES e AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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