Ações da Nossa Caixa disparam 31,25% com anúncio de compra

Os investidores receberam com entusiasmo a informação sobre início de negociação entre o Banco do Brasil (BB) e o governo paulista para a incorporação da Nossa Caixa. As ações do banco paulista dispararam, encerrando o dia com elevação de 31,52%, a maior entre os papéis negociados no Ibovespa (índce da Bolsa de Valores de São Paulo). No caso do BB, as ações caíram 2,81%. Itaú, Bradesco e Unibanco questionaram a operação. Os três bancos informaram que também têm interesse na aquisição da Nossa Caixa e defendem a realização de um leilão para escolher quem levaria o banco.   Veja também: Bovespa fecha semana no vermelho e dólar tem leve alta Bancos e analistas defendem leilão para venda da Nossa Caixa AE: ações da Nossa Caixa disparam. Veja como negociar BB e Nossa Caixa acertam 1º passo para avançar no negócio BB negocia a incorporação da Nossa Caixa   Para ser concretizada, a venda da Nossa Caixa precisa de autorização da Assembléia Legislativa de São Paulo(Alesp). O presidente da Assembléia, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou à Agência Estado nesta sexta-feira, 23, que a instituição tem condições de aprovar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil 60 dias após o envio de um projeto do governo paulista, cuja participação no capital do banco é de 71,25%. Os 28,75% restantes estão em poder de acionistas minoritários. Entre os analistas, a avaliação é de que o BB deverá pagar pelo menos duas vezes o valor do patrimônio líquido da Nossa Caixa, que atingiu R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre deste ano.   O desempenho dos papéis reflete a visão dos analistas consultados pelo portal AE Investimentos. Eles são unânimes ao afirmar que o negócio, se concretizado, será muito positivo para a Nossa Caixa. Já as perspectivas para o BB dividem opiniões. O principal ganho para os acionistas do banco paulista é com o chamado tag along, ou seja, o direito de os minoritários receberam por suas ações o mesmo valor que o BB pagar ao controlador, no caso o governo de SP. "Os papéis hoje devem se ajustar a um possível preço de venda do banco", diz a analista-chefe da corretora Ativa, Mônica Araújo.   Ela lembra que o valor de mercado da Nossa Caixa estava muito depreciado desde o ano passado, quando a instituição comprou o direito de administrar a folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo, por R$ 2 bilhões. Além de considerar o preço muito caro, os investidores interpretaram que o banco não tem condições de obter rentabilidade com o negócio.   Para a analista da Ativa, é cedo para afirmar se a compra é positiva ou negativa para o Banco do Brasil. "A mudança na gestão pode fazer com que a Nossa Caixa obtenha melhores resultados", diz. Ela considera que a principal variável para determinar a viabilidade do negócio é o preço que a instituição estará disposta a pagar. Apesar das incertezas, a corretora indica a compra das ações do BB.       (Com Paula Laier e Vinícius Pinheiro, da Agência Estado)

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