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Ações da Nossa Caixa disparam; Itaú, Bradesco e BB caem

Bovespa abre em forte queda refletindo ajuste do mercado após feriado; papéis da Petrobras desvalorizam-se

Redação,

21 de novembro de 2008 | 11h30

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa nesta sexta-feira, 21, e caía 3,57% às 11h25 (de Brasília), refletindo o ajuste do mercado brasileiro - que esteve fechado em razão do feriado - ao fechamento de quinta em Nova York. Após o anúncio da compra do Nossa Caixa pelo Banco do Brasil na quinta-feira, os papéis do banco paulista disparam 18,81% nesta sexta, cotados a R$ 60,95. Já as ações do BB caem 5,41%, cotadas a R$ 12,60. Os bancos privados também sofrem perdas expressivas nesta manhã. Bradesco ON caía 4,24%; Itaú PN cedia 3,81%; e Unibanco perdia 5,44%.   Veja também: BB e governo de SP fecham acordo sobre venda da Nossa Caixa Ação da Nossa Caixa sobe mais de 80% com interesse do BB Governo age por vaidade, diz associação de minoritários do BB De olho nos sintomas da crise econômica  Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    O BB vai pagar R$ 5,386 bilhões pela compra do controle da instituição paulista em 18 parcelas de R$ 299,5 milhões. Considerando-se o valor atribuído ao papel pelo BB, o valor da aquisição de 100% da Nossa Caixa é de R$ 7,56 bilhões.   "Como ficou acertado tag along de 100%, a tendência é de que as ações do banco paulista se ajustem ao preço oferecido", opina gerente de pesquisa e analista do setor bancário da corretora Planner, Ricardo Martins. Isso significa que os acionistas minoritários receberão, pelas suas ações, o mesmo valor oferecido na negociação aos majoritários. "Não vejo espaço para quem estava fora do papel entrar e conseguir muita lucratividade, tanto nas operações de day trade quanto nas vendas feitas nos próximos pregões", diz.   Já as ações do Banco do Brasil iniciaram as negociações em baixa - o que é natural e esperado, segundo Martins. Dois fatores principais influenciam esse movimento: o preço oferecido pela Nossa Caixa, considerado alto pelo mercado, e o fato de a negociação ter sido feita na forma de aquisição, não de troca de controle, a exemplo da fusão entre o Itaú e o Unibanco. "A operação é excelente para o BB, mas durante um ano e meio sairão R$ 300 milhões por mês do seu caixa", explica o analista.   Os rumores sobre a negociação já tinham feito os papéis da Nossa Caixa subir cerca de 125% até quarta-feira, na contramão da Bolsa de Valores de São Paulo. Principal índice de ações do mercado brasileiro, o Ibovespa recuava mais de 47% até então. Se, de imediato, as ações do banco paulista são as mais beneficiadas, a compra promete ser positiva para o BB ao longo do tempo.   Setor bancário   Assim como no BB, o investimento no setor bancário é considerado interessante pelo analista da Planner - mas o foco deve estar nos grandes bancos. "Os banqueiros do Brasil sabem fazer bons negócios e manter as margens de lucro", afirma. Bancos menores, no entanto, não são recomendados por Martins, diante da crise financeira que assola o planeta. "Bancos pequenos têm problemas mais sérios por atuarem em nichos em que a desaceleração é mais forte." Com o enxugamento das linhas de crédito internacionais, há meses eles vêm encontrando dificuldades para captar recursos no exterior para emprestar internamente.   Petrobras   Mesmo novas descobertas de petróleo em reservatórios do pré-sal do Espírito Santo, as ações da Petrobras caem no início do pregão. Às 11h10 (de Brasília), Petrobras PN cedia 5,95%. Os reservatórios possuem reservas estimadas entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Segundo a estatal, o óleo leve encontrado na área denominada Parque das Baleias é de ótima qualidade (30 graus na classificação API).   Wall Street e Europa   Na quinta-feira,  NY viveu mais um dia de pânico. Dow Jones desabou 5,56%, aos 7.552 pontos, o nível mais baixo desde 2003 e o S&P caiu 6,71%, para 752,44 pontos - o menor patamar em uma década. Nesta manhã, o S&P 500 subia 2,99% e o Nasdaq futuro avançava 2,36%, se afastando das máximas de mais de 4%.   A recuperação encontra amparo na notícia de que o Citigroup poderá vender unidades ou todo o grupo, o que impulsiona as ações do setor bancário. O Conselho de Diretores do Citigroup deve realizar um encontro formal nesta sexta para discutir as opções. As ações do Citi caíram mais 26% na quinta, o pior desempenho porcentual em um único dia de sua história, com investidores temendo o efeito da crise econômica no setor financeiro.   Os rumores sobre a venda do Citigroup também impulsionaram as bolsas européias durante a manhã. Por volta das 11 horas, porém, Paris virava e caía 0,39%, Frankfurt cedia 0,31%, Londres ganhava valorizava-se 0,45%. A especulação sobre o futuro do banco ajudou ainda a Bolsa de Tóquio a fechar em alta de quase 3%.   (com Mariana Segala, da Agência Estado)

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