Ações da Oi caíram 9,55% na semana passada

Desvalorização foi a maior da Bolsa brasileira; empresa diz que queda é reflexo de problemas no Grupo Espírito Santo

O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2014 | 02h05

Na semana passada, as ações preferenciais da operadora de telefonia Oi tiveram a maior queda da BM&FBovespa: 9,55%. A desvalorização, segundo a própria empresa, é reflexo dos problemas financeiros que envolvem o português Banco Espírito Santo, sócio da Portugal Telecom, com quem a Oi está em processo de fusão.

A confusão começou quando, há duas semanas, os principais sócios brasileiros da Oi souberam da informação de que a PT havia comprado 897 milhões (R$ 2,7 bilhões)em títulos da Rioforte, controladora do Banco Espírito Santo, que, por sua vez, possui 10,05 % da PT.

No próximo dia 15, vence a maior parte da aplicação ( 847 milhões) e, dois dias depois, os demais 50 milhões. Os sócios brasileiros - BNDESPar, AG Telecom (do Grupo Andrade Gutierrez), La Fonte (da família Jereissati) e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) - não cogitam arcar com o possível prejuízo no caso de um calote. Se a Rioforte não fizer o pagamento, uma das soluções vistas pelos sócios brasileiros é uma redução da fatia dos portugueses na nova companhia resultante da fusão de PT e Oi.

A Oi argumenta que não foi informada nem participou das decisões que levaram às aplicações na Rioforte e que um eventual calote mudaria o valor da PT no processo de fusão. Com isso, a operadora portuguesa deixaria de ter 38,2% da nova empresa e passaria a uma participação de cerca de 20%.

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