carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Ações da Petrobras aceleram queda com petróleo em baixa

Queda ultrapassa 3%; fortalecimento do dólar lá fora e sinais de desaceleração da economia global são causas

da Redação,

15 de agosto de 2008 | 11h47

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em leve alta nesta sexta-feira, 15, mas passou a operar em baixa, com a queda das matérias-primas (commodities), no exterior, influenciando as perdas do mercado local. Às 11h42, o Ibovespa registrava queda de 1,57%, nova mínima de 54.274 pontos. Às 11h58, o dólar registrava 0,49%, negociado a R$ 1,635. Com as commodities despencando lá fora e o petróleo em baixa, as ações da Petrobras acentuam queda de 3,17% (PN) e 3,11% (ON).   Veja também:  Perda de valor de mercado da Petrobras é o maior das Américas   O preço do petróleo em baixa ainda é reação ao fortalecimento do dólar em relação às principais moedas estrangeiras, que ganhou mais força na manhã desta sexta, ante sinais mais evidentes de desaceleração da economia européia, o que pode se traduzir em redução no consumo. Em relatório divulgado nesta sexta, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou que a desaceleração econômica global levará a um forte aumento de estoques de petróleo.   Às 11h15 (de Brasília), o petróleo para setembro na Nymex eletrônica caía 2,53%, a US$ 112,11 por barril. O contrato chegou a US$ 112,00 por barril, o menor preço desde 2 de maio. Em Londres, o Brent para outubro caía 2,25%, a US$ 111,13 o barril.    O que pode funcionar como contraponto positivo são indicadores econômicos previstos para serem divulgados nos Estados Unidos. O primeiro deles surpreendeu positivamente. A atividade no setor de manufatura na região de Nova York melhorou em agosto, segundo a pesquisa Empire State do Fed de Nova York. O índice de condições gerais para os negócios subiu para 2,77 em agosto, ante retração de 4,92 em julho. Apesar da recuperação, a indústria de manufatura revelou que os custos das matérias-primas, como energia e outras commodities, é o maior problema enfrentado.   Outros indicadores estão para sair nos EUA, considerados mais importantes, como a produção industrial de julho e o índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan de agosto.   Ações   Além da Petrobras, as ações da Vale tem queda acentuada de 2,36% (PN) e -2,37% (ON). Os destaques ainda são os papéis de empresas que anunciaram resultado no segundo trimestre, como CSN, Cemig e Banco do Brasil. A siderúrgica CSN registrou lucro líquido de R$ 1,031 bilhão no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 8,3% ante mesmo período de 2007. O resultado veio um pouco abaixo das previsões de analistas.   Já o Banco do Brasil divulgou lucro líquido consolidado de R$ 4 bilhões no primeiro semestre do ano, com crescimento de 61%, em linha com as projeções dos analistas. O retorno sobre o patrimônio anualizado do semestre foi de 34%, contra 24,3%.  Já a empresa do setor de energia elétrica Cemig lucrou R$ 599 milhões no trimestre entre abril e junho de 2008, acima da projeção dos analistas.   Por volta das 10h10 (de Brasília), as ações ordinárias (ON) da CSN caíam 0,35%, a R$ 54,00; os papéis ON do Banco do Brasil disparavam 2,2% a R$ 22,28; e as ações preferenciais (PN) da Cemig ganhavam 2,5% a R$ 36,13.   (Com Sueli Campo, Agência Estado)

Tudo o que sabemos sobre:
Petrobraspetroleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.