Ações da Petrobras disparam e puxam Bovespa

Apesar da queda das bolsas norte-americanas, a Bovespa subiu 2,15%. O volume financeiro foi de R$ 5,4 bilhões

Reuters,

08 de janeiro de 2008 | 18h36

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta nesta terça-feira, recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos pregões. Apesar da queda das bolsas norte-americanas, a Bovespa subiu 2,15%. O volume financeiro foi de R$ 5,4 bilhões. A alta das ações da Petrobras e Vale contribuíram para o desempenho da Bolsa.  Nesta terça, o barril do petróleo para entrega em fevereiro subiu US$ 1,31, para US$ 96,40 dólares, em Nova York. Isso contribuiu para a performance das ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas do pregão. Elas dispararam 5,49%, para R$ 83,35. "As ações caíram muito nos últimos dias depois de terem subido bastante, tocaram a máxima de 86 (reais) na sexta passada, agora está voltando tudo, com a alta do petróleo", disse Nelson Rodrigues de Matos, analista do BB Investimentos.   O mercado acionário brasileiro operou no terreno positivo o dia todo, enquanto Nova York viveu mais um dia de oscilação. Em Wall Street, os principais índices operavam em queda de mais de 1% a menos de 1 hora do fechamento. Agora, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - acumula queda este ano de cerca de 2,8%. Até segunda-feira, a desvalorização do índice era de quase 5%, diante de temores de uma recessão nos Estados Unidos. Segundo analistas, as incertezas sobre o rumo da economia dos EUA têm afastado investidores de prazo mais longo da bolsa e qualquer notícia pontual negativa leva à realização de lucros de curto prazo. "A volatilidade dos mercados vai continuar... Vamos ver amanhã como o mercado vai se comportar", afirmou o assessor de investimentos Luiz Roberto Monteiro, da corretora Souza Barros. O índice de risco da corretora UBS Pactual ainda mostra pouco apetite do investidor para ativos de risco. "As incertezas sobre a economia dos EUA aumentaram após o período de festas", afirmou a corretora em relatório.   Incertezas   Em meio às expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve num cenário de crescente temor de uma recessão norte-americana, autoridades do banco central dos EUA com visões opostas mandaram uma mensagem similar nesta terça-feira: mais cortes do juro podem ocorrer. O presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, ressaltou, porém, que hoje a política monetária pouco pode fazer para mudar o crescimento abaixo da tendência esperado para o primeiro semestre do ano nos EUA. A próxima reunião do Fed ocorre em 29 e 30 de janeiro e o mercado projeta novo corte do juro após três reduções seguidas desde setembro. Destaques As preferenciais da Vale também foram destaque e tiveram ganho de 1,87%, a R$ 48,40, resultado de especulações sobre o reajuste do minério de ferro, na visão de Monteiro, da Souza Barros. As ações da Oi mais uma vez figuraram entre as maiores altas. Na segunda-feira, os papéis do grupo já haviam subido pela notícia de que a empresa teria feito proposta de compra da rival Brasil Telecom. As ações mais líquidas do grupo Oi no Ibovespa, as preferenciais da Tele Norte Leste e da Telemar Norte Leste, avançaram 8,1% e 9,3%, respectivamente. Nenhuma das empresas de telefonia havia se manifestado oficialmente sobre o assunto até o fechamento da bolsa.  

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