Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Ações da Petrobrás disparam, mas Bolsa garante apenas leve alta

Ações da estatal fecharam em alta de mais de 9% com as especulações sobre a divulgação de balanço; bancos recuaram e pressionaram o índice

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2015 | 17h32

O pregão doméstico foi bastante volátil e a definição do dia ficou para os minutos finais. Enquanto Petrobrás disparou 9% e puxava o índice para cima, ajudada por fluxo de compra de estrangeiro, bancos recuaram e pressionavam para baixo. 

O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,26%, aos 53.802,66 pontos. Na mínima, marcou 53.292 pontos (-0,69%) e, na máxima, 54.002 pontos (+0,64%). No mês, acumula ganho de 5,19% e, no ano, de 7,59%. O giro financeiro totalizou R$ 7,465 bilhões. 

Petrobrás subiu desde a abertura, após notícias veiculadas na imprensa datarem a divulgação do balanço neste mês de abril. Fontes consultadas pelo Broadcast nesta tarde, porém, negaram que haja uma data prevista para a divulgação dos números, apesar de o mercado já estar trabalhando com a garantia de que a estatal cumprirá o regulamento e conseguirá apresentar os dados antes da data final prevista pelas regras do mercado aberto. 

Também agradou aos investidores as declarações dadas ontem pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, de que deve haver uma revisão da lei para tirar a obrigatoriedade de a estatal ser operadora de todos os poços do pré-sal, com uma fatia de 30%. Para o JPMorgan, por exemplo, o fim dessa regra poderia aliviar o caixa da empresa. 

A alta do preço do petróleo ainda contribuiu para o desempenho das ações, turbinadas também por um forte movimento comprador dos estrangeiros. 

Petrobrás ON disparou 9,28%, a maior alta do Ibovespa hoje, seguida por Petrobrás PN, com 9,06%. A lista tinha ainda Rumo Logística ON, na terceira posição, com +4,49%. 

A decisão da Fitch de rebaixar a perspectiva do rating brasileiro de estável para negativa acabou não fazendo preço nos ativos. Para os especialistas, a agência deu um voto de confiança aos ajustes em implementação pelo governo brasileiro. 

Em termos técnicos, a Fitch revisou a perspectiva do rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda estrangeira e local do Brasil de estável para negativa e reafirmou a nota em BBB. Os ratings dos bônus seniores não segurados em moeda estrangeira e local também foram mantidos em BBB. O teto-país permanece em BBB+ e o IDR de curto prazo em moeda estrangeira segue em F2.

Vale terminou em +0,27% na ON e -0,38% na PNA, em dia de recuo do minério e após o Credit Suisse ter divulgado relatório não favorável à empresa. 

O Credit Suisse também rebaixou a recomendação para as ações do Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil, além de Itaúsa, de "outperform" para neutro. 

Itaú Unibanco PN, -2%, Bradesco PN, -1,79%, Itaúsa PN, -1,88%, e Santander unit, -2,42%. Banco do Brasil ON recuou 3,66% e liderou as maiores baixas do Ibovespa, seguida por Oi PN (-3,37%) e Braskem PNA (-2,98%).

Nos EUA, as bolsas fecharam com alta, influenciadas por balanços agradáveis de empresas de menor porte. O Dow Jones terminou com valorização de 0,31%, aos 17.958,73 pontos, S&P 500 subiu 0,45%, aos 2.091,18 pontos, e o Nasdaq avançou 0,48%, aos 4.974,57 pontos.

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