Renato S. Cerqueira/Futura Press
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Ações da Petrobrás começam o dia em alta, mas Bolsa perde força com cenário externo

Papéis da estatal mostram recuperação após tombo de 8% na última sexta-feira, depois da intervenção de Bolsonaro na política de preços da companhia; dólar está em baixa

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 11h06

A expectativa de um desfecho favorável sobre a questão do diesel nesta segunda-feira, 15, permite recuperação das ações da Petrobrás, que caíram mais de 8% na última sexta-feira, 12, puxando o Ibovespa para baixo. O dólar começou o dia em baixa, em linha com a fraqueza da moeda no exterior.

Os papéis da estatal subiam quase 2,00% (PN), às 10h36. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações local, por sua vez, tinha alta de 0,33%, aos 93.227,11 pontos, depois de cair quase 2,00% no pregão anterior. O índice, contudo, perdeu força depois da abertura das Bolsas de Nova York. Na máxima, o Ibovespa atingiu 93.722,86 pontos. O dólar caía 0,45%, cotado a R$ 3,8710.

No horário acima, o Dow Jones caía 0,14%; o S&P cedia 0,07%; e o Nasdaq subia 0,04%. Por lá, investidores avaliam resultados corporativos positivos e outros nem tanto, além de acompanharem os desdobramentos de um acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Os investidores aguardam o encontro do ministro da Economia, Paulo Guedes, que deve acontecer nesta segunda, às 16 horas, com o presidente Jair Bolsonaro. A reunião acontece depois de o presidente ter admitido, na sexta, que interferiu no reajuste de preços de diesel. Ao telefonar para o presidente da Petrobrás, pediu e a estatal cancelou no mesmo dia o reajuste anunciado de 5,7% do óleo diesel.

No Rio, ao chegar na Eletrobrás para uma reunião com o ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, o secretário de Petróleo e Gás da pasta, Márcio Félix, se recusou a falar, limitando-se a citar a nota do MME divulgada na sexta-feira, que não assume a intervenção na política de preços da Petrobrás confirmada pelo próprio presidente da República.

À tarde, o foco ficará na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) da Câmara, na qual haverá reunião para tratar de duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC): a do Orçamento Impositivo e a da reforma da Previdência.

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