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As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Ações da Positivo sobem 46% com rumor de venda

Segundo fontes, a Lenovo, um dos grupos que tentam comprar a empresa, pediu exclusividade nas negociações

, O Estadao de S.Paulo

10 de dezembro de 2008 | 00h00

As negociações para a compra da Positivo Informática avançam. Representantes da chinesa Lenovo estiveram novamente em Curitiba, sede da Positivo, para pedir exclusividade no processo. A empresa disputa o negócio com a americana Dell. Os compradores estariam dispostos a pagar R$ 20 por ação, o que daria um preço final de R$ 2 bilhões. Os controladores querem um valor acima do negociado no IPO - algo entre R$ 25 e R$ 30, segundo fontes próximas às negociações. Ontem, as ações da Positivo tiveram uma movimentação atípica. No começo da tarde, chegaram a subir 125,6%, sendo cotados a R$ 13,90. No fechamento, a alta foi de 46,1%, com os papéis a R$ 9,00. Na segunda-feira, as ações já haviam subido mais de 20%. Dell e Lenovo não confirmam as negociações.O assunto ganhou novos contornos com as declarações do presidente do conselho de administração da Lenovo, William Amelio, feitas ontem na China. Em entrevista coletiva, ele afirmou que espera mais consolidação no setor. "Não há dúvida de que, nessa situação econômica, você verá consolidação na indústria de PCs", disse. O presidente-executivo da empresa, Yang Yuanqin, acrescentou que os mercados emergentes estão nos planos estratégicos de investimentos. Indagada pela Bovespa, a Positivo enviou um fato relevante para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no fim da tarde de ontem. No documento, ela não nega nem confirma as informações. Apenas reitera "que não há qualquer ato ou fato relevante que deva ser divulgado ao mercado na forma da regulamentação em vigor". Ainda segundo o documento, a "companhia, sempre que conveniente ou instada, considera quaisquer operações de mercado que possam ser do interesse da mesma e de seus acionistas". A Positivo diz ainda que o UBS Pactual, com quem mantém relacionamento de longa data, "vem assessorando a companhia a coordenar e organizar eventuais proposições feitas por terceiros".Se chegarem a fazer uma proposta formal, os interessados vão esbarrar em cláusulas que tornariam a operação impraticável. O estatuto social da companhia diz que quem comprar mais de 10% das ações terá de considerar a maior cotação da companhia nos 24 meses antes da oferta pública de aquisição de ações (OPA). No caso, o pico foi R$ 47,15, duas vezes mais do que os interessados querem pagar. "Uma solução seria alterar o estatuto social, o que exigiria aprovação de dois terços dos acionistas, ou fechar o capital da companhia, o que implicaria no pagamento de prêmio aos minoritários", explica o analista da corretora Ágora, Alan Cardoso. Embora o estatuto coloque algumas dificuldades para a venda do controle da companhia, analistas julgam cada vez mais factível a transposição dessas barreiras. Em relatório, a Corretora Itaú diz que a venda é possível e faz sentido estratégico tanto para o comprador quanto para o vendedor. Em relatório divulgado ontem, a Ativa Corretora vai na mesma direção: "Um movimento desse porte faz sentido principalmente para a Dell, que vem buscando ampliar sua presença no mercado brasileiro de varejo, onde a Positivo detém a liderança", diz. A Ativa aponta ainda que o atual nível de preços da ação "oferece possibilidade de pagamento de prêmio relevante no controle da companhia, o que beneficiaria também o minoritário da empresa". MICHELLY TEIXEIRA, PATRÍCIA CANÇADO E STELLA FONTESNÚMEROSR$ 20 é quantoos compradores estariam dispostos a pagar por ação da Positivo125,6%foi quanto as ações da Positivo chegaram a se valorizar ontem, sendo cotadas por R$ 13,90R$ 9 foio valor da ação no fechamento

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