Coluna

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Ações da TAM despencam mais de 8% na Bovespa; Gol recua 3,53%

O Citigroup reduziu de "comprar" para "manter" a sua recomendação para as ações da TAM e muitos analistas já desaconselham a compra de ações do setor aéreo

18 de julho de 2007 | 14h58

As ações da companhia aérea TAM continuam em forte queda na tarde desta quarta-feira, 19, por conta do acidente com o Airbus A-320 da TAM, ocorrido na noite de ontem. Às 14h45, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto da companhia) da empresa estão em baixa de 8,02%, cotadas a R$ 61,00. Os papéis da Gol também sofrem o impacto do acidente e recuam - baixa de 3,53%, vendidos a R$ 54,40. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - cai 1,02%. A Bolsa também sofre o impacto negativo do cenário externo.Veja também: Lista das 186 vítimas do acidente O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Os piores desastres aéreos do BrasilA cronologia dos acidentes em Congonhas Conheça o Airbus A320Galeria de fotos Assista a vídeos feitos no local do acidente Conte o que você viu e o que você sabe  Ações da TAM registram queda na bolsa Os papéis das empresas TAM e Gol no mercado norte-americanos (ADRs) também caem - baixa de 7% e 3,88%, respectivamente. O Citigroup reduziu de "comprar" para "manter" a sua recomendação para as ações da TAM e muitos analistas já desaconselham a compra de ações do setor aéreo.Exemplo disso é o analista de aviação do Banco Safra, Marcelo Mizrahi. "A visão do estrangeiro é de que há uma desorganização muito grande nos investimentos feitos pelo governo, que não conseguiu resolver a crise aérea até agora." O fato da pista de Congonhas ter sido reformada há menos de um mês está pesando muito nesta avaliação, acrescenta. "O estrangeiro olha para cá (Brasil) e vê um acidente ocorrer com uma empresa em que ele é acionista por causa de uma pista que acabou de ser reformada. É desesperador." Ele comenta também que, quando houve o acidente com o Boeing da Gol, em setembro 2006, a reação do mercado foi menos negativa do que a esperada para hoje, pois naquele momento não se tinha a dimensão da crise e o setor vinha demonstrando fortes taxas de crescimento. Mizrahi avalia que o agravamento da crise do setor aéreo deve provocar um reposicionamento dos investidores em outros papéis de infra-estrutura, particularmente Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e OHL. Ele informa também que, quando houve o acidente com o Boeing da Gol, em setembro 2006, a reação do mercado foi menos negativa do que a esperada para hoje, pois naquele momento não se tinha a dimensão da crise e o setor vinha demonstrando fortes taxas de crescimento. Mizrahi avalia que o agravamento da crise do setor aéreo deve provocar um reposicionamento dos investidores em outros papéis de infra-estrutura, particularmente Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e OHL.

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