Ações da Telemar são boa opção

A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de suspender o direito de voto de três sócios da Telemar, holding que atua em 16 Estados, entre eles o Rio de Janeiro, não deve interferir no desempenho das ações da empresa. Segundo especialistas, o papel da empresa continua uma boa opção para quem pretende apostar no setor de telefonia fixa. Analistas comentam que a queda de 9% no valor das ações PN (preferenciais, sem direito a voto) da Telemar ocorrida neste mês é exagerada. O mercado esqueceu que a intervenção da Anatel não implica mudanças na administração da companhia.A agência percebeu que houve uma entrada irregular de sócios e está investigando o caso. Por ora, esses sócios estão afastados do conselho da companhia e perderam o direito de voto e veto. Caso a irregularidade seja comprovada, os antigos sócios da empresa que venderam sua participação aos atuais acionistas controladores deverão retomar suas posições.Para o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a acentuada queda da ação da companhia deve-se principalmente à forte volatilidade da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), alimentada pela aceleração do preço do barril de petróleo. Como a Telemar tem uma das maiores participações no índice da bolsa (Ibovespa), a ação acaba sendo afetada mais intensamente também por essa instabilidade. "Foi por esse motivo que o papel da empresa apresentou uma redução mais acentuada no seu preço, se comparada com os demais papéis."O analista da Corretora Souza Barros, Clodoir Gabriel Vieira, considera que o mercado reagiu precipitadamente em relação às ações da Telemar. Para ele, o papel permanece bom negócio para o longo prazo. A empresa apresentou balanço interessante no primeiro semestre e pretende investir R$ 4 bilhões em 2001, para cumprir antecipadamente as metas definidas pela Anatel e passar a atuar em outras áreas do setor. Estudo da corretora define preço-alvo para a ação, nos próximos 12 meses, de R$ 65,00. Considerando o fechamento de sexta-feira, de R$ 42,19, a ação poderá valorizar-se até 54%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.