Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Ações da Vale sobem 9% e puxam alta da Bolsa

O principal índice de ações do País, Ibovespa, fechou o pregão em alta de 1,42%, próximo dos 97 mil pontos

Karla Spotorno e Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 11h18
Atualizado 30 de janeiro de 2019 | 23h39

A Bolsa fechou em alta com o apoio direto das ações ordinárias da Vale, as mais negociadas desde o início de pregão. Na parte final dos negócios, o Ibovespa foi impulsionado também pela manutenção da taxa básica de juros nos Estados Unidos.

O índice de ações terminou a quarta-feira, 30, em alta de 1,42%, aos 96.996,21 pontos. Os papéis da mineradora subiram 9,03%, a R$ 46,60. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,64% ante o real, cotado a R$ 3,6956.

As ações da Vale haviam derretido na última segunda-feira no primeiro pregão após o acidente com a barragem da Vale em Brumadinho (MG). A mineradora chegou a perder no dia R$ 71 bilhões em valor de mercado. Por conta do acidente, a Vale deve cancelar definitivamente os pagamentos de dividendos a acionistas em 2019 e deve retomar com a remuneração somente a partir do ano que vem, segundo analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

Diante do anúncio de redução da produção de minério de ferro da Vale, analistas do mercado projetam a possibilidade de que o preço do insumo no mercado internacional possa atingir até US$ 90 por tonelada, o que representa uma alta de quase 10% sobre os preços atuais. A decisão da mineradora brasileira, uma das principais fornecedoras globais da commodity, ocorre num momento em que o preço do minério já vinham em tendência de alta por conta de outros fatores, e a diminuição estimada corresponde a cerca de 2% a 3% do mercado transoceânico de minério de ferro.

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