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Ações da Vale sobem com alta da economia da China

Os sinais de melhora da economia chinesa também trouxeram impacto positivo para o mercado de ações brasileiro. Até sexta-feira, 27, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumulava ganho de 7,45% em setembro. Esse bom desempenho também foi impulsionado pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estado Unidos) de manter os estímulos econômicos e pela desvalorização do real.

LUIZ GUILHERME GERBELLI, Agencia Estado

29 de setembro de 2013 | 21h45

"Esses fatores impulsionaram diretamente ações como as da Vale, das empresas de siderurgia, papel celulose e petroquímica", afirma Helder Soares, da gestora Claritas. "São setores importantes no Ibovespa."

Neste mês, as ações preferenciais da Vale acumulam alta de 3,12%, e as ordinárias de 2,15%. No segundo trimestre, a participação da China nas vendas de minério de ferro e pelotas foi de 43,8%. Na terça-feira, 24, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que "a China só dá alegria".

A alta acumulada do Ibovespa até setembro, porém, não é suficiente para reverter o desempenho ruim da Bolsa acumulado neste ano. A queda chega a 11,85%. "Esse melhora da Bolsa não surpreendeu tanto assim. Em um determinado momento, houve um pessimismo muito grande com a economia doméstica e com a China", afirma Soares.

Para o futuro, ele projeta a Bolsa "andando de lado". "Continuo vendo com dificuldade um ciclo de alta. Estamos numa economia que não deslancha."

Nesse cenário ainda incerto, a decisão de investir na Bolsa de Valores vai depender da estratégia e do apetite do investidor pelo risco.

"Se o aplicador for totalmente avesso ao risco, a melhor recomendação é canalizar os recursos em títulos públicos ou mantê-los na caderneta de poupança", afirma Otto Nogami, professor de economia do Insper. "Se o investidor estiver disposto a assumir algum tipo de risco, ele pode separar um montante que não faça falta e aplicar na Bolsa de Valores", diz Nogami.

Nesse caso, o professor recomenda que o investidor comum deve comprar a ação, "esperar o tempo passar e conferir o ganho só la na frente." / COLABOROU FERNANDA GUIMARÃES

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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