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Ações de bancos puxam altas nas bolsas

Tesouro americano divulgou uma parceria Público-Privada para limpar o balanço de instituições financeiras

Cynthia Decloedt e Sueli Campo, da Agência Estado,

23 de março de 2009 | 13h46

Os investidores em Nova York correram para as ações dos bancos, apostando que o plano do Tesouro dos EUA para livrar as instituições financeiras de ativos tóxicos - investimentos lastreados por hipotecas problemáticas e outros ativos de risco - irá ressuscitar os balanços das mesmas. O Departamento do Tesouro divulgou uma parceria Público-Privada que tem como ambição limpar até US$ 1 trilhão destes papéis.

 

 

 

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No final da manhã, as ações do Citigroup subiam 19%, as do Bank of America operavam em alta de 16% e os papéis do JPMorgan ganhavam 13%. O índice Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, operava em alta de 4,35% e o Nasdaq subia 4,11%. A elevação de 5,1% nas vendas de imóveis residenciais usados em fevereiro, para a média anualizada de 4,49 milhões de unidades, ajuda a sustentar os índices acionários. O aumento de fevereiro é o maior desde julho de 2003. A expectativa era venda de 4,48 milhões de unidades.

 

As ações dos bancos são castigadas desde o final do ano passado, refletindo os elevados prejuízos que tiveram de assumir em seus balanços relativos, em parte, aos chamados ativos tóxicos. Os bancos tiveram juntos prejuízo, em média, de US$ 32,1 bilhões no quarto trimestre, o primeiro prejuízo desde 1990, disse o Federal Deposit Insurance Corp.

 

Mais recentemente, os papéis das instituições financeiras atingiram os menores preços em mais de 12 anos, com os papéis do Citi chegando a US$ 0,97 em 5 de março. Em fevereiro, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, frustrou o mercado ao anunciar apenas as linhas gerais de um plano para adquirir os ativos com problemas dos bancos.

 

Nas últimas semanas, entretanto, os investidores voltaram a comprar papéis de bancos depois de as maiores instituições informarem que suas operações foram lucrativas nos dois primeiros meses do ano e da decisão do banco central norte-americano (Federal Reserve) de adquirir títulos da dívida do governo de longo prazo.

 

Mercado interno

 

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está acima dos 42 mil pontos, em alta de 5,01%. Aqui, os bancos também estão entre os destaques de alta da Bolsa. Unibanco Units registrava valorização de 6,01%, Itaúsa PN subia 6,19% e o Itaú PN +4,67%; Bradesco avançava 3,72% e Banco do Brasil ON +3,81%.

 

Mas, entre os operadores que operam na Bovespa, há dúvidas se o mercado vai conseguir sustentar todo esse entusiasmo. A dúvida é se o setor privado vai atender o apelo do secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, e assumir algum risco para que o plano de limpeza de ativos funcione. Essa é considerada uma questão crucial para o sucesso desse plano. "Ainda é cedo para ter certeza de qualquer coisa e a volatilidade deve prosseguir", disse uma fonte.

 

O clima externo favorável está aumentando o apetite por risco e trazendo compras de investidores estrangeiros. As ações ordinárias de Vale e Petrobras, as preferidas dos estrangeiros, disparavam 5,17% e 4,43%, respectivamente. As ações do setor de siderurgia também registram ganhos expressivos. CSN ON subia 5,18%; Usiminas PNA 4,77% e Gerdau PN +3,46%.

 

No caso das siderúrgicas a alta é puxada também pela decisão do governo chinês, que anunciou durante o fim de semana, um plano de estímulo de três anos para o setor de automóveis com o objetivo de alcançar um crescimento anual de 10% nas vendas domésticas até 2011. O plano implicará na consolidação de parte das fábricas do país, além do incentivo para a produção de carros movidos a energia elétrica.

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