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Ações de bancos suíços despencam com ameaça a sigilo

EUA aumentaram a pressão sobre o UBS e exigiram acesso a até 52 mil contas bancárias de clientes

LISA JUCCA, REUTERS

20 de fevereiro de 2009 | 10h30

As ações dos bancos suíços despencavam nesta sexta-feira, 20, em meio a preocupações de que as rigorosas políticas de privacidade do país estão sendo enfraquecidas pelas investigações fiscais dos Estados Unidos no UBS, o que danifica potencialmente o setor de gestão de riquezas do país. Autoridades norte-americanas aumentaram a pressão sobre a instituição e exigiram acesso a até 52 mil contas bancárias de clientes norte-americanos.   Veja também: Maior banco suíço paga US$ 780 mi e revela sonegadores Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise O gigante de gestão de riquezas suíço UBS liderava o declínio nas ações do setor bancário da Suíça. As ações caíram ao preço mais baixo da história da instituição, chegando a ser negociadas a 10,60 francos suíços. As ações dos rivais Credit Suisse e Julius Baer, ambos grandes atuantes no setor bancário privado que prosperou graças ao sigilo bancário suíço, estavam ambas em queda de cerca de 10 por cento. O UBS, abatido pela crise financeira internacional, fechou no final da quarta-feira acordo em um caso em que enfrentava acusações criminais nos EUA. As acusações afirmavam que a instituição ajudou clientes norte-americanos abastados a sonegar impostos. Mas autoridades fiscais dos EUA informaram na quinta-feira que ainda buscam prosseguir com um processo civil com a intenção de ter acesso a dados de 52 mil clientes norte-americanos do UBS. O UBS concordou na quarta-feira em pagar uma multa de 780 milhões de dólares e revelar nomes de cerca de 150 clientes norte-americanos considerados comprometidos com fraudes fiscais. Mas as autoridades fiscais dos EUA agora querem saber os nomes de milhares de cidadãos do país pois afirmam que eles estariam escondendo cerca de 14,8 bilhões de dólares em ativos em contas bancárias secretas. A mídia suíça descreveu o caso do UBS como uma capitulação da Suíça e especialistas dizem que esperam que a situação enfraqueça as regras de sigilo dos bancos do país.

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