Ações do BB estão em alta, apesar da troca de comando

A saída de Cássio Casseb da presidência do Banco do Brasil, anunciada no final da tarde de ontem, foi recebida com tranqüilidade pelo mercado. Ao contrário do que esperavam alguns analistas, as ações da instituição registraram alta durante toda a manhã na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No início da tarde, os papéis apresentavam alta de 1,91%, para R$ 32,61, sendo que no melhor momento do dia avançaram 4,69%.O analista Mario Pierry, do Deutsche Ixe, acredita que a mudança terá pouca influência na direção estratégica do BB, especialmente porque o banco incrementou práticas de governança corporativa - sistema que garante o tratamento igualitário entre os acionistas, além de transparência e responsabilidade na divulgação dos resultados da empresa - nos últimos anos para ficar em linha com as exigências do Novo Mercado, seção da Bovespa voltada para as empresas com o mais alto grau de transparência.Além disso, ele considerou positivo o fato de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ter indicado um funcionário de carreira para assumir, interinamente, a presidência do BB. O indicado foi o atual vice-presidente da área internacional do banco, Rossano Maranhão Pinto. O economista João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, também gostou da indicação e destacou que Maranhão Pinto conhece bem o banco - está no BB desde 1976 - e não deve mudar a forma de gestão.DúvidasA partir de agora, a expectativa do mercado é sobre quem assumirá definitivamente o banco. Se Maranhão Pinto for efetivado ou se o governo indicar algum técnico para a função, a avaliação dos especialistas deve ser positiva.O temor é que ocorra uma indicação política. "A presença do Casseb dava segurança de que o banco não estava sendo usado politicamente", disse a analista Catarina Pedrosa, do Banif Investment Banking. Além disso, foi Casseb quem consolidou o novo nível de lucratividade e rentabilidade do BB, bem acima do verificado anteriormente.Outra dúvida do mercado é se a alteração no comando do banco afetaria a tão esperada oferta de ações da instituição. Mas o entendimento está sendo que não.

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