Ações do Brasil na bolsa argentina

Investidores de ações de sete operadoras brasileiras de telefonia pedem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para lançar Depositary Receipts (DRs) - recibos que podem ser negociadas em mercado de capitais estrangeiros - que, no caso, serão lançados na bolsa de Buenos Aires.A operação é coordenada pela Itaú Corretora, e engloba a Telesp, Embratel, Tele Celular Sul, Tele Nordeste Celular, Tele Norte Celular, Tele Leste Celular e Tele Sudeste Celular. A idéia é lançar 21 milhões de DRs, equivalentes a 21 bilhões de ações preferenciais - PN, sem direito a voto - de cada operadora.O gerente de registro da CVM, Felipe Mota, diz que a aprovação pode sair antes de um mês, prazo para que a autarquia analise os documentos. Segundo ele, o órgão regulador argentino pede uma documentação mais simples do que a exigida pela Securities and Exchange Comission (SEC), que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos.Menor liquidez para a Bovespa O lançamento deve diminuir ainda mais o volume de negócios no mercado acionário brasileiro. Nos últimos anos, executivos financeiros vêm alertando para a migração de ações de empresas nacionais para outros mercados, principalmente o dos Estados Unidos. Recentemente, a espanhola Telefónica trocou as ações de sua controlada Telesp, o papel mais negociado na bolsa paulista, por Brazilian Depositary Receipts (BDRs), negociados na Bolsa de Madri. O papel saiu do Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa -, ajudando a reduzir o volume de negócios.Mais negócios no exteriorHoje, o volume de negócios dos papéis de empresas como a Vale do Rio Doce, Aracruz e Eletrobrás se divide com o mercado internacional, principalmente com o de Nova Iorque, onde são negociados na forma de American Depositary Receipts (ADRs). Ainda este mês, a Petrobras vai lançar novas ações na Bolsa de Nova Iorque. A Europa também vem atraindo as companhias brasileiras, especialmente a Bolsa de Madri, na Espanha, que recentemente conseguiu empresas importantes, como a companhia de tecnologia brasileira Globocabo e a Vale do Rio Doce.

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