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Ações do GPA caem após família Diniz vender papéis em leilão de R$1,2 bi

As ações do Grupo Pão de Açúcar figuravam entre as maiores baixas do Ibovespa nesta segunda-feira, após membros da família do empresário Abilio Diniz terem se desfeito de papéis da companhia em leilão que movimentou 1,2 bilhão de reais.

MARCELA AYRES, REUTERS

14 de julho de 2014 | 13h27

Segundo informações fornecidas pela BM&FBovespa, foram vendidas cerca de 11,5 milhões de ações preferenciais a 103,58 reais cada, um desconto de 2,4 por cento sobre o preço de fechamento na sessão de sexta-feira. A princípio, a operação desta segunda-feira envolveria 5 milhões de ações, conforme divulgado pela bolsa mais cedo.

Às 12h52, os papéis caíam 2 por cento, a 103,99 reais, ante alta de 1,64 por cento do Ibovespa.

Membros da família Diniz ainda mantinham participação no negócio mesmo após o empresário ter vendido em maio todas as ações do GPA que ainda detinha em seu nome.

Por meio da operação, os filhos do empresário - Adriana, Ana Maria, Pedro Paulo, João Paulo, Rafaela e Miguel - venderam praticamente todas as ações que possuíam individualmente, disse a Península, empresa responsável pelos investimentos de Abilio. A empresa acrescentou que uma fatia residual e pouco significativa da empresa foi mantida após o término do leilão.

A transação marca mais uma etapa do afastamento da família Diniz do negócio, quase 66 anos depois do pai de Abilio, o português Valentim dos Santos Diniz, ter fundado a primeira loja do Grupo Pão de Açúcar.

Esse movimento teve início após a transferência do controle da maior varejista do Brasil ao grupo francês Casino em 2012, seguindo contrato acordado anos antes entre as partes.

No ano passado, Abilio deixou o GPA e abriu mão de todos os direitos políticos na empresa, sendo liberado, em contrapartida, da cláusula que estabelecia não competição com a companhia.

Em maio, o empresário comprou pouco mais de 1 por cento do Carrefour, segundo fontes com conhecimento direto do assunto, utilizando recursos obtidos com a venda de suas ações no GPA.

Atual presidente do Conselho de Administração da empresa de alimentos BRF, Abilio tentou articular em meados de 2011 uma fracassada união entre o Carrefour no Brasil e o GPA, tendo visto sua relação com o sócio Casino azedar a partir daí.

A Reuters havia informado em março que o Carrefour avaliava uma captação de recursos no Brasil, com Abilio Diniz aparecendo entre os potenciais compradores.

Questionada sobre os motivos que levaram ao leilão desta segunda-feira, a Península disse se tratar de uma estratégia de diversificação de investimentos, não dando detalhes sobre a destinação dos recursos obtidos com a venda das ações.

(Com reportagem de Priscila Jordão)

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