Ações drenam US$ 60 milhões/dia dos bancos argentinos

O sistema bancário argentino está perdendo entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões por dia devido às ações movidas contra os limites do governo sobre os saques bancários, informaram os jornais La Nación e Clarín, citando oficiais não-identificados do Ministério da Economia.As perdas em depósitos estão enfraquecendo o sistema financeiro argentino, disseram os jornais. Estas perdas são também os motivos pelos quais a administração de Duhalde tem pressionado a Corte Suprema para ordenar a suspensão de todas as ações movidas para que os bancos devolvam as poupanças aos depositantes, acrescentaram os jornais.Os limites sobre os saques bancários foram impostos em dezembro pelo ex-presidente argentino Fernando De la Rúa e intensificados por Duhalde. Em fevereiro, a Corte Suprema julgou inconstitucionais as restrições do governo sobre os saques bancários.A administração de Duhalde respondeu dizendo que não acataria o julgamento por pelo menos seis meses. Até agora, aproximadamente 160.000 argentinos, ou 15% de todos os correntistas, moveram ações contra os bancos do país e contra o governo para tentar recuperar cerca de US$ 5 bilhões em poupança, disseram os jornais, citando oficiais do ministério.Leia o especial

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