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Ações européias caem por novos temores com economia

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,84%. A maior queda foi em Londres, baixa de 2,58%

Reuters,

07 de fevereiro de 2008 | 15h16

As ações européias caíram para o menor patamar de fechamento em duas semanas, após o corte na taxa básica de juro do Banco da Inglaterra e um tom mais dócil do Banco Central Europeu terem falhado em aliviar preocupações sobre um declínio da econômica mundial. O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,84%, para 1.297 pontos. O indicador, que reúne as principais ações das empresas européias, perdeu quase 14% até agora em 2008, arrastado por temores de recessão nos Estados Unidos. As ações do setor de tecnologia estão entre as mais afetadas, lideradas pela Infineon. Os papéis da fabricante alemã de chips desvalorizaram 13,58% no dia após a empresa ter apontado que sua unidade de chips para telefonia móvel não gerará lucros em todo o ano fiscal. Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 2,58%, a 5.724 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,66%, para 6.733 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,92%, para 4.723 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 1,88%, a 25.319 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou perda de 1,13%, para 12.889 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 registrou desvalorização de 0,61%, para 11.138 pontos.  Juro mantido na Europa O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros da região inalterada em 4% ao ano. Apesar de esperada, a decisão mexeu com os mercados na Europa, já que as declarações do presidente do banco, Jean-Claude Trichet, mostraram um tom pessimista com as expectativas de crescimento da região.  Mais pessimista do que na reunião de janeiro, na qual a expectativa era de que o crescimento ficaria em linha com o potencial da região, desta vez Trichet admitiu que a "desaceleração nas economias de alguns dos maiores parceiros comerciais da zona do euro deve ter um impacto sobre o crescimento real do PIB da zona do euro em 2008". Este aumento do pessimismo, segundo ele é resultado de uma reavaliação do risco nos mercados financeiros e das incertezas em relação ao impacto de uma desaceleração na economia norte-americana sobre a economia real de outros países. Ele explicou que há uma incerteza extraordinariamente alta sobre o impacto da turbulência dos mercados financeiros sobre a economia real, principalmente sobre as condições de financiamento e o sentimento econômico. Segundo Trichet, "mais dados e análises serão necessários para obter um cenário mais completo do impacto dos desdobramentos do mercado financeiro sobre as carteiras dos bancos, as condições de financiamento e o crescimento monetário e de crédito". Trichet disse que o BCE vai continuar a ser previsível para os mercados em sua postura de política monetária, mas repetiu que o BCE não está comprometido de antemão com mudanças nas taxas de juros. "As surpresas têm sido muito raras, e isso deve continuar". Inflação em alta O presidente do Banco Central Europeu disse ainda que vê riscos de alta para a estabilidade dos preços no médio prazo e informou que a decisão do BCE de manter os juros estáveis em 4,0% foi unânime. Segundo ele, a decisão reflete esta expectativa de alta dos preços, "em um contexto de crescimento monetário e de crédito muito vigoroso". Ele destacou seu compromisso de prevenir os efeitos secundários de inflação, que consistem no contágio dos preços mais elevados de alimentos e petróleo sobre o estabelecimento dos salários e dos preços em geral. Afirmou também que os fortes riscos de curto prazo para a inflação "não devem contagiar o médio prazo". Contudo, Trichet não deixou de reforçar que os fundamentos da economia da zona do euro continuam sólidos, mas indicou que as novas projeções da equipe do BCE devem ver crescimento mais lento. Decisões O BCE tem até agora resistido a seguir os cortes de juros de Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Nesta quinta-feira, ,7, o Banco da Inglaterra reduziu a taxa de juro em 0,25 ponto percentual, para 5,25%, para ajudar a economia britânica. Este foi o segundo corte desde dezembro devido a preocupações de que uma forte desaceleração nos Estados Unidos possa atingir a atividade mundial. Na zona do euro, recentes indicadores econômicos têm sinalizado para um crescimento menor na Espanha, Itália e Portugal. O FMI acredita que o Banco Central Europeu tomou a decisão correta em não seguir os cortes de juros do Fed, segundo afirmou o diretor de assuntos estrangeiros do fundo, Masood Ahmed. "A inflação cheia surpreendeu com a alta (na Europa), encostando em 3,2% em janeiro. Apresar de esperarmos ver no médio prazo a inflação voltar para as metas do BCE, nós acreditamos que o banco está mantendo as taxas de juros de forma apropriada por enquanto", declarou Ahmed. Ele acrescentou que o BCE "deve ficar pronto para responder de forma flexível se este equilíbrio mudar". 

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