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Ações no Brasil se recuperaram da crise do crédito, diz CVM

Diretor da Comissão atribui bom momento vivido pelo mercado de capitais às mudanças na legislação brasileira

Alaor Barbosa, da Agência Estado,

24 de setembro de 2007 | 18h06

O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Durval Soledade, traçou um quadro francamente otimista para o mercado de capitais brasileiro em palestra na Câmara de Comércio Americana. Segundo ele, o mercado teve um "soluço" nos últimos dois meses, com a crise do crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos, mas os preços das ações no Brasil praticamente recuperaram o patamar anterior à turbulência.  Além disso, a CVM não identificou nenhum movimento de interrupção de pedidos de abertura de capital. "Estamos analisando 40 processos de registros de emissões por oferta pública, dos quais uns 10 a 15 são de empresas abrindo o capital", disse Soledade. O diretor da CVM atribui o bom momento vivido pelo mercado de capitais às mudanças na legislação brasileira, que inspiraram a confiança do investidor estrangeiro. Ele observou que as empresas brasileiras captaram R$ 46 bilhões por meio da colocação de ações nos primeiros meses do ano, dos quais 65% (R$ 27,1 bilhões) foram comprados pelos investidores estrangeiros. "Há uns dez anos eram as empresas brasileiras que estavam colocando títulos (ADRs) na Bolsa de Nova York. Agora os lançamentos são feitos no Brasil e os investidores estrangeiros estão demonstrando forte interesse pelos papéis", comparou o diretor da CVM. "Esse interesse tende a crescer quando o País atingir o nível de grau de investimento pelas agências de classificação de risco. Os fundos de pensão norte-americanos só podem investir em países com baixo risco para o investidor", complementou. Perspectiva Ele prevê que o mercado de capitais vai registrar novo recorde este ano, em número de empresas abertas. Em 2006, a CVM contabilizou a abertura de 66 empresas e em 2007 (até agosto), já foram registradas 59 companhias abertas. Atualmente a Bovespa tem 566 empresas abertas negociadas em seus pregões, além de outros 101 registros que estão em suspenso.  O diretor da CVM observou que há cinco ou seis anos a Bovespa tinha movimento praticamente igual ao da Bolsa do México, mas atualmente a bolsa brasileira negocia quatro vezes mais que a bolsa mexicana. Segundo ele, a Bovespa responde por 73,38% do movimento financeiro na América Latina, enquanto a do México movimenta 16,93%, a do Chile responde por 5,10%, a da Colômbia por 2,39%, a do Peru por 1,32% e a da Argentina por 0,87%. Outro sinal de vitalidade do mercado brasileiro é a participação do valor de mercado das empresas brasileiras em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). No início de 2003, a totalidade das companhias do País negociadas na Bovespa poderia ser adquirida por pouco mais de R$ 300 bilhões. No final de agosto, o valor de mercado das empresas brasileiras atingiu R$ 2,176 trilhões, o que corresponde a cerca de 90% do PIB. "O desenvolvimento do mercado secundário animou outras empresas a abrirem o capital, já que os preços ficaram mais interessantes para o acionista controlador", explicou.

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