Ações: veja as melhores oportunidades

O desaquecimento da economia dos Estados Unidos, mesmo que suave, deve comprometer o crescimento econômico de outros países. Com isso, muitos analistas acreditam que os melhores papéis para se investir no mercado de ações são os relacionados ao crescimento interno do Brasil, que pode ser diminuído pela desaceleração econômica dos EUA, mas não anulado. "O reflexo do cenário externo em empresas voltadas para o mercado interno deve ser menor", explica Nicolas Balafas, diretor de renda variável do BNP Asset Management. O executivo acredita que os papéis de algumas empresas do setor siderúrgico, que têm atividade voltada para a economia interna, têm boas possibilidades de ganhos. Nesse segmento, ele cita as ações da Belgo Mineira, Usiminas e Gerdau. De acordo com o executivo, o setor de bebidas e o de fumo também são boas oportunidades. "As ações da Ambev e da Souza Cruz são as melhores opções, respectivamente", afirma. Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, indica os papéis da Cemig e da Klabin como boas opções de investimento nesse momento. No caso da Cemig, o preço-alvo da ação definido pelo executivo é de R$ 46,50, o que projeta um ganho de 52,56% em 12 meses. Já para a Klabin, a perspectiva de ganho é de 59,86%, no mesmo período, com preço-alvo de R$ 2,35. O diretor de renda variável do ABN Amro Asset Management, Alexandre Póvoa, também tem boas perspectivas para os papéis de empresas que têm atividade voltada para o mercado interno. Ele cita as ações da Usiminas, Klabin, Duratex e Sadia como as melhores opções. Setor de telecomunicações é unanimidade entre os analistas Os papéis do setor de telecomunicações apresentaram rendimentos expressivos nos últimos meses. Mas, segundo os analistas, esses papéis devem continuar em alta. "A expectativa é que a valorização dos papéis de telecomunicações supere esse ano a alta das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa", explica Balafas. Ziegelmann indica as ações da Telerj como uma boa opção dentro do segmento. Na opinião do executivo, a reestruturação da empresa e o momento favorável para o segmento de telecomunicações favorecem as ações da empresa. "Com um preço-alvo fixado em R$ 88,00, a nossa perspectiva de ganho com a compra desses papéis é de 60,29%", diz.

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