Acordo acaba com a intervenção na Parmalat

Os advogados da Parmalat Brasil e o juiz Carlos Henrique Abrão chegaram nesta terça-feira a um acordo que suspende a intervenção judicial na empresa e institui uma administração livre, mas sob supervisão judicial. Os termos do acordo foram enviados pelo juiz Abrão ao Ministério Público. De acordo com o advogado da Parmalat, Carlos Miguel Aidar, com o fim da intervenção judicial, a empresa poderá, eventualmente, vender ativos e até remeter divisas ao exterior. No lugar dos interventores - que desde 9 de fevereiro estão no comando da empresa -, a Parmalat será administrada por um grupo de sete executivos do mercado. Dentre eles, estão os três sócios da consultoria Íntegra, contratada pela matriz italiana para encontrar uma saída para a empresa. Segundo Aidar, o acordo poderá fazer com que a matriz italiana inclua o Brasil na lista dos países onde pretende manter suas atividades. "A não inclusão do Brasil no plano de reestruturação (anunciado na semana passada) se deveu à insegurança jurídica", disse. Nesta quarta-feira será realizada uma assembléia na sede da Parmalat, em São Paulo, para aprovar o acordo e nomear os membros dos conselhos de Administração e Fiscal. Os conselheiros ficarão encarregados de apresentar um plano de recuperação financeira para empresa.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 22h23

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