Acordo argentino será testado, diz WestLB

O economista-chefe do WestLB Banco Europeu, Nicola Tingas, disse que a Argentina caminha para a busca de uma âncora política que poderá redundar em novos desequilíbrios se o populismo predominar. "O arranjo político precisa ainda ser testado", diz. O economista aponta para ?irracionalidades? como a do ajuste ocorrer somente por meio de elevados prejuízos a bancos e empresas internacionais de forma a contornar a questão de elevado endividamento em dólar da população.Ele entende que as empresas estrangeiras que levaram recursos para o país poderão desistir dos investimentos caso haja a adoção de políticas como o controle de preços e impossibilidade de repasses de custos. Uma pesificação de dívidas de até US$ 100 mil como se especulou hoje na imprensa poderá dificultar os ajustes patrimoniais das instituições financeiras, diz.Fazer com que as perdas recaiam apenas sobre as empresas estrangeiras e bancos que operam no país prejudicará novos investimentos e eventual volta de crescimento da economia argentina, entende o economista. Tingas tem restrições à adoção do câmbio duplo na Argentina. Segundo ele, haverá a criação de arbitragem entre o câmbio financeiro e comercial, o que tornaria a medida "transitória" e impulsionaria a busca de equilíbrio do mecanismo cambial.Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.