Acordo com a AES faz BNDES ter lucro recorde de R$ 1 bilhão

A renegociação com o grupo norte-americano AES foi a principal responsável pelo lucro de R$ 1,037 bilhão do BNDES no ano passado, o maior da história. Com o resultado elevado e o pagamento de apenas 25% em dividendos à União, controladora do banco, o patrimônio foi reforçado e o banco avalia que está em ?situação confortável? para conseguir executar o orçamento de R$ 47,3 bilhões em empréstimos este ano. Depois de onze meses de negociações, o acerto com a AES saiu no dia 22 de dezembro. Assim, o prejuízo potencial pelo não pagamento de uma dívida de US$ 1,2 bilhão da AES Transgás e AES Elpa foi transformado no pagamento de uma pequena parte (US$ 90 milhões) e em ativos de US$ 1,110 bilhão, em debêntures e ações de uma nova empresa, a Brasiliana. Em setembro, o balanço registrava prejuízo de R$ 1,946 bilhão, o patrimônio era de R$ 10,12 bilhões e havia provisões para perdas de 7,3% da carteira total. No fim do ano, o banco registrou o lucro recorde, o patrimônio líquido avançou para R$ 12,857 bilhões e as provisões recuaram para 4,4%. O maior lucro antes de 2003 havia sido em 1996, de R$ 963 milhões. Segundo o superintendente de finanças, José Roberto Fiorêncio, há outras renegociações em curso, que poderão reduzir mais a inadimplência e provisões. O diretor financeiro do BNDES, Roberto Timótheo da Costa, comentou que espera renegociar dívidas do grupo SEB (Southern Electric, AES e Opportunity) com o banco, integralmente provisionadas no balanço do BNDES.

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 20h07

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