Acordo com China prevê métodos para análise e inspeção

O governo brasileiro vai entregar amanhã, dia 23, às autoridades do Ministério da Quarentena da China, a versão em português do acordo que permitiu a retomada das vendas de soja brasileira para o mercado chinês. A versão em inglês e chinês já está pronta. O acordo prevê procedimentos comuns para metodologia de análise e inspeção. Esses procedimentos serão a base para conversações sobre a comercialização de soja.Depois da entrega, a mobilização é para que o acordo seja publicado na página do Ministério da Quarentena na Internet. As informações são do chefe da divisão de Cooperação Técnica e Acordos Sanitários Internacionais do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro. "Vamos batalhar pela publicação o mais rápido possível, para que se permita a suspensão às empresas", afirmou. Ele enfatizou que a China pode suspender os carregamentos de soja que estiverem fora do padrão. "Mas com a instrução normativa, a possibilidade de haver sementes tratadas com fungicidas nos lotes é mínima. Nós não estamos trabalhando com risco zero, mas sim para minimizar esse risco", afirmou. "Se fossemos trabalhar com risco zero, nós travaríamos o comércio", completou. Ribeiro lembrou que a instrução normativa prevê inspeção das cargas em caminhões, armazéns e cargas em movimento (carga ou descarga de navios) e em cargas armazenadas por sacaria.

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