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Acordo com credores aproxima Intelig da TIM

A solução de pendências judiciais envolvendo a Intelig pode abreviar a conclusão das negociações com a TIM, que já manifestou interesse na infraestrutura de rede da operadora de longa distância. Nesta semana, a Intelig, controlada pelo grupo Docas Investimentos, e os bancos UBS e Deutsche chegaram a um termo comum para encerrar disputas judiciais no Brasil e no exterior.Com o acordo homologado na 38ª Vara Cível de São Paulo, cujos termos não foram revelados pelas partes, ficam extintas ações judiciais de execução que totalizavam aproximadamente US$ 260 milhões. Os passivos legais da Intelig constituem um dos principais empecilhos para os analistas estimarem o valor da empresa e, com isso, avaliarem o impacto do negócio sobre as ações da TIM. As ações de execução que foram extintas - uma de US$ 17 milhões e outra de aproximadamente US$ 40 milhões - foram movidas por UBS e Deutsche, porque a Intelig não quitou empréstimos concedidos pelas instituições financeiras, os quais tinham ativos da operadora como garantia. Os bancos também tinham se manifestado na Justiça contra a venda da Intelig para a Docas Investimentos, fechada em 2008, por entenderem na época que "a transferência do controle afetava o conteúdo da garantia ao empréstimo", explicou o advogado Sergio Sobral, do escritório Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados, que atua em nome de UBS e Deutsche no caso. O acordo selado entre as partes também encerra a ação judicial referente à troca de controle da Intelig. Segundo Sobral, a solução de uma controvérsia tão complexa em apenas um ano mostra que a Justiça brasileira reserva "proteção mais do que suficiente aos direitos dos credores". Ele diz que o fato de a Justiça ter bloqueado, no início do quarto trimestre de 2008, os ativos financeiros da Intelig acelerou o processo. E reconhece, também, que as tratativas entre a operadora e a TIM podem agora ser finalizadas em um tempo menor. A Intelig preferiu não destacar um porta-voz para comentar o caso, mas enviou nota na qual diz que "após um longo período de negociações, houve um consenso sobre o valor real da dívida remanescente que a operadora mantinha com os bancos credores UBS e Deutsche Bank". No comunicado oficial, a empresa diz que "a conclusão dessas disputas representa um importante marco na história da Intelig Telecom, permitindo à empresa melhores condições financeiras para suportar o seu plano de crescimento".Presente no mercado de telecomunicações desde 2000, a Intelig foi comprada no início de 2008 pelo Grupo Docas, do empresário Nelson Tanure.

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