Acordo com FMI é desnecessário, diz professor da Unicamp

O economista Ricardo Carneiro, professor da Unicamp e um dos formuladores do programa econômico do PT, considera desnecessário um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional, cuja missão está em Brasília exatamente para discutir a questão. Ele argumenta que, ao término do acordo atual, firmado no ano passado pelo governo FHC, o País ficará com cerca de 40 bilhões de dólares em reservas líquidas, montante que reconhece ser pouco se for levado em conta o conjunto do balanço de pagamentos. Mas, para as contas do governo, é suficiente, já que seus compromissos para 2004 não passam de 15 bilhões de dólares.Entrevistado no programa Conta Corrente, da Globo News, Carneiro deixou clara sua posição em relação ao FMI. "O problema são as conseqüências que essa política (do FMI) tem trazido para a economia brasileira", disse. Ressaltou que o Brasil vem assinando acordos com o Fundo desde 1998, e sem resultados concretos para o País. "Se você analisar os indicadores principais de crescimento, como o do emprego e da renda, você verá que caíram quase 30% ao longo destes últimos cinco anos. E mesmo do ponto de vista da solvência externa e da dívida pública, os indicadores também não melhoraram. Então, é um padrão de política econômica que, no meu ponto de vista, tem dado pouco resultado."

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