Acordo com FMI é vitória política que Kirchner, diz analista

O presidente argentino Néstor Kirchner obteve "uma vitória política expressiva", ao conseguir assinar um acordo com FMI um dia após ter anunciado o calote de US$ 2,9 bilhões. A avaliação é de Ricardo Amorim, economista para América Latina da consultoria IdeaGlobal. A expectativa do analista é de que a popularidade de Kirchner, que já está em torno de 70%, suba ainda mais. Ele recomendou aos mercados que fiquem atentos à capacidade de fortalecimento político do presidente argentino no campo doméstico após essa vitória externa. Amorim acredita que isso seria positivo para o governo, mas tem dúvida se o presidente saberá fazer uso pragmático desse fortalecimento político.De acordo com a avaliação do economista da consultoria, o apoio dos Estados Unidos foi fundamental para que a Argentina conseguisse fechar o acordo com o FMI. Segundo Amorim, os Estados Unidos apoiaram a Argentina por razões geopolíticas específicas, mas o bom resultado fiscal das contas argentinas também foi um trunfo na negociação com o FMI.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2003 | 12h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.