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Acordo da Petrobras sobre gás foi "muito bom", diz Dilma

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou o acordo firmado entre o governo boliviano e a Petrobras na questão do gás natural como "muito bom". Segundo ela, a Petrobras foi uma das empresas que mais negociaram e buscaram uma posição que contemplasse seus interesses. "A Petrobras buscou a remuneração de seu capital e esse objetivo, ela obteve", afirmou.A ministra ressaltou que a posição do governo brasileiro desde o início foi a opção pelo diálogo. "Ameaças não se fazem se não forem ser cumpridas. A melhor solução é sempre uma negociação que contemple os dois lados", considerou. Dilma criticou setores que defendiam uma atitude de confronto perante o governo boliviano. "As ameaças levariam a um confronto do tipo que, na América Latina e em todos os continentes, nós repudiamos, que é a intervenção clássica, a invasão", disse.Para a ministra, o diálogo foi a opção tomada mais acertada porque os interesses do Brasil vão além da questão do gás. "Uma potência do nosso tamanho tem de ter responsabilidade na manutenção da estabilidade. Não é só a questão do gás: interessa ao Brasil inteiro manter uma relação com a Bolívia de cooperação e, sobretudo, um clima de estabilidade e acordo."A ministra afirmou que o abastecimento de gás no Brasil nunca esteve sob risco "embora tivesse gente plantando terrorismo energético". Para ela, o acordo deixou visível que havia um clima de cooperação entre as duas partes desde o princípio. "O clima sempre melhora e mostra que é possível ter um marco de estabilidade. Nós não estávamos negociando contrato de gás e, sim, o marco regulatório, e neste sentido, institucionalmente falando, foi muito, muito bom", afirmou.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2006 | 22h08

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