Acordo da Rodada de Doha não está nas mãos do Brasil, diz Lula

Presidente diz que final feliz nas negociações depende da redução do protecionismo agrícola por parte de ricos

Da redação,

14 de julho de 2008 | 08h25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 14, em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, que o sucesso da Rodada de Doha das negociações agrícolas mundiais não está nas mãos do Brasil. Segundo Lula, o País apenas negocia representando o G20, grupo de países em desenvolvimento. "Nós apenas estamos tomando cuidado para não permitir que a flexibilização que eles querem no setor industrial possa significar o impedimento do desenvolvimento industrial das economias mais frágeis", afirmou o presidente.   Veja também:  Brasil diz que ricos devem melhorar textos de negociação na OMC  Sarkozy pede ajuda do Brasil para Rodada Doha, diz Brown   Para Lula, um final feliz nas negociações depende tanto da flexibilidade das nações em desenvolvimento, para concordarem com a questão industrial, como dos países ricos, para cederem na questão agrícola, reduzindo o protecionismo.   O presidente disse ainda que a crise dos alimentos foi um dos assuntos discutidos durante a reunião do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo, mais a Rússia. Lula afirmou que a questão é discutida com superficialidade e que é importante saber quais fatores estão contribuindo para a "especulação" desses itens. "Qual é o custo que o Petróleo tem no preço dos produtos alimentícios no mundo? Quanto é que custa um frete? Quanto é que custa um fertilizante? Pra gente poder saber, claramente o que estamos discutindo", afirmou.   Lula também comentou sobre os resultados de sua visita aos países da Ásia. "Nós assumimos um compromisso de aumentar o comércio com o Vietnã, nos assumimos o compromisso de aumentar o comércio com a Indonésia, e no Timor Leste nós fomos lá para propor a ajudar com o conhecimento que o Brasil tem a fazer com que o Timor se transforme em um país desenvolvido", disse.

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