Acordo da UE será difícil de implementar, diz Conselho Europeu

Veto do Reino Unido forçou acordo intergovernamental, dificultando a adoção de regras fiscais mais rígidas 

Andréia Lago, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 12h17

BRUXELAS - As principais autoridades da União Europeia admitiram nesta terça-feira, 13, que poderá ser difícil implementar o acordo político fechado entre os países membros do bloco na semana passada. Em declarações feitas ao Parlamento Europeu, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que o fato de o Reino Unido ter vetado o acordo, forçando os demais países a assinarem um acordo intergovernamental em separado, complicaria a tarefa de implementar novas regras fiscais mais restritas.

"Um tratado intergovernamental não era minha preferência inicial, nem a da maioria dos países membros. Não será fácil, até mesmo do ponto de vista legal. Conto com todos para que tenham em mente o que está em jogo", afirmou Van Rompuy.

Para ele, a posição do Reino Unido significou que não havia qualquer outra alternativa além de fechar um acordo entre os membros da zona do euro e agregar os países da UE que quisessem participar. "Estou otimista porque sei que vamos ficar muito perto de 27. Na verdade, 26 líderes indicaram interesse em aderir", ponderou.

Van Rompuy, assim como o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, evitou criticar duramente o veto do Reino Unido. Barroso afirmou que era impossível para os demais membros da zona do euro concordarem com as demandas britânicas, que representavam "um risco à integridade de todo o mercado único". Ele insistiu que a Comissão e outras instituições da UE continuarão protegendo igualmente os interesses de todos os 27 membros do bloco, "incluindo os do Reino Unido". As informações são da Dow Jones.

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